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Operação Lesa Pátria prende major da PM que ensinou 'táticas de guerilha' a radicais acampados em frente QG do Exército em Brasília

Nona fase ostensiva da investigação sobre atos golpistas do 8 de janeiro localiza, em Riacho Fundo, Claudio Mendes dos Santos, oficial da reserva da Polícia Militar do DF, sob suspeita de incitar violências e administrar recursos que financiaram ações antidemocráticas

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Por Redação
Atualização:
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no acampamento armado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Foto: Wilton Junior/Estadão

A Polícia Federal abriu na manhã desta quinta-feira, 23, a nona etapa da Operação Lesa Pátria para prender preventivamente um major da Polícia Militar do Distrito Federal da reserva suspeito de incitar os atos golpistas do 8 de janeiro e administrar recursos que financiaram ações antidemocráticas.

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Claudio Mendes dos Santos foi capturado em Riacho Fundo, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Federal, ele teria ensinado táticas de guerrilha para os participantes do acampamento golpista montado em frente ao QG do Exército, em Brasília.

A corporação indicou que o PM é investigado por supostos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A Operação Lesa Pátria é 'permanente', segundo a PF. A investigação mira executores, financiadores e incitadores dos atos que culminaram na invasão e depredação das dependências do Planalto, Supremo e Congresso.

Ao todo, 1.187 investigados já foram formalmente denunciados, perante ao Supremo Tribunal Federal, por ligação com a ofensiva antidemocrática do 8 de janeiro. Eles são acusados de crimes como associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito (golpe de Estado); dano qualificado contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

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Relembre as fases da Operação Lesa Pátria

A primeira fase da Operação Lesa Pátria, no dia 20 de janeiro, prendeu cinco suspeitos de participação, incitação e financiamento nos atos golpistas. Entre eles 'Ramiro dos Caminhoneiros', Randolfo Antonio Dias, Renan Silva Sena e Soraia Baccio.

Na segunda etapa da força-tarefa, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista Antônio Cláudio Alves Ferreira, filmado destruindo um relógio histórico no Palácio do Planalto.

A terceira fase da operação prendeu cinco pessoas, incluindo a idosa Maria de Fátima Mendonça, de 67 anos, que viralizou ao dizer em um vídeo que ia 'pegar o Xandão'. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido como Léo Índio, foi alvo de buscas na mesma etapa.

No dia 3 de fevereiro, a PF abriu a quarta fase ostensiva da investigação e prendeu o empresário conhecido como Márcio Furacão, que se filmou ao participar da invasão ao Palácio do Planalto, e o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva, conhecido como 'Homem do Tempo', que fez vídeos subindo a rampa do Congresso Nacional e dentro do STF.

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A oitava etapa da ofensiva teve o maior número de mandados - ao todo, 32 investigados tiveram prisão decretada. A 8ª fase capturou golpistas como a mulher apontada como responsável por pichar a estátua da Justiça localizada em frente ao Supremo Tribunal com a frase 'perdeu, mané' e o homem que teria levado, da Câmara dos Deputados, a bola assinada pelo jogador Neymar.

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