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PF prende 2 na Operação Golden Gate contra CACs que importaram contêineres de munição ilegal dos EUA

Ação conjunta de agentes federais com policiais americanos nesta quinta, 29, leva à apreensão de 15 armas de grosso calibre, R$ 12 mil e US$ 61,7 mil em espécie em Goiás; alvo principal da missão é um brasileiro que mora em São Francisco apontado como responsável pela logística de remessa de projéteis ao Brasil

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Por Pepita Ortega
Atualização:
Operação Golden Gate apreende armas e dinheiro em espécie no rastro de CACs suspeitos e tráfico internacional de munições Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 29, junto com agentes policiais dos Estados Unidos, uma Operação batizada Golden Gate para investigar CACs (atiradores desportivos) ligados a suposto tráfico internacional de munições de uso restrito. As investigações tiveram início com a apreensão de 12 mil balas em um contêiner fiscalizado no Porto de Santos.

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Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Trindade (Goiás), nas casas de investigados que compraram munições nos Estados Unidos, enviadas ilegalmente ao Brasil, além de alvos que seriam responsáveis pelos contêineres nos quais os projéteis eram trazidos ao País.

Durante as diligências foram apreendidas 15 armas, além de valores em espécie - R$ 12 mil e US$ 61,7 mil. Dois CACs foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo - se pagarem fiança, elas serão liberadas.

Além disso, em parceria com agentes americanos, a ofensiva busca prender um alvo em São Francisco, na Califórnia. Goiano e residente nos EUA há 20 anos, ele é apontado como responsável pela logística de remessa dos contêineres com munições, dos EUA para o Brasil.

Pelo fato de os investigados serem CACs, a Justiça Federal determinou a suspensão de seus registros, além da apreensão de armas de fogo e munições. O grupo é investigado pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional de munições.

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O ponto de partida da investigação foi uma apreensão realizada em setembro de 2021, durante fiscalização da Receita Federal no Porto de Santos. Na ocasião, foram encontradas 12 mil munições de uso restrito em um contêiner proveniente dos Estados Unidos, destinado a um morador de Goiânia. Os projéteis foram comprados no exterior e estavam acompanhados de notas fiscais de compra emitidas nos EUA, em nome de moradores de Goiás.

A Polícia Federal e a Agência de Investigações de Segurança Interna dos EUA (Homeland Security Investigations - HSI) então identificaram que dezenas de outros contêineres, provenientes daquele país, também destinados a moradores de Goiás, adotaram o mesmo padrão de remessa nos meses seguintes.

Segundo os investigadores, as munições foram adquiridas legalmente no exterior, mas enviadas de forma clandestina ao Brasil, em contêineres declarados como ‘mudança de pessoa física’, sem a autorização do Exército e sem comunicação do transporte.

O nome da operação, Golden Gate, faz referência ao cartão-postal da cidade de São Francisco. A cidade é o local onde foram compradas as munições e era base da logística de remessa clandestina para o Brasil.

A operação contou com o apoio do Exército e da Força-Tarefa Internacional de Combate ao Tráfico de Armas e Munições, supervisionada pelo Serviço de Repressão ao Tráfico de Armas da Polícia Federal. Também contou com a participação da Agência de Aduanas e Proteção de Fronteiras (Customs and Border Protection - CBP) dos Estados Unidos.

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