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Coligação de Lula pede a Moraes adoção de medidas para conter violência nas eleições

Presidente do TSE afirmou que deve fazer pronunciamento à nação na véspera da votação

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Por Weslley Galzo

BRASÍLIA. Representantes da Coligação Brasil da Esperança, integrada por partidos que apoiam a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, se reuniram nesta quinta-feira, 22, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, para cobrar a adoção de novas medidas para coibir a violência política na última semana antes da votação em 1º turno nas eleições deste ano. Participaram do encontro o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que coordena a campanha de Lula, e o assessor jurídico da coligação petista, Eugênio Aragão.

“Esta é uma eleição totalmente atípica. Tem um lado, sobretudo o lado que está no Palácio do Planalto, que propaga o ódio e o terror. Nós da coligação brasil da esperança consideramos que é necessário por parte das autoridades políticas e jurídicas do processo eleitoral garantir a todos os cidadãos as condições para se manifestarem como quiserem no curso desta semana”, disse Randolfe.

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, fará pronunciamento em cadeia de rádio e TV na véspera da eleição. Foto: Wilton Junior/Estadão

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Segundo o senador, diante do agravamento do quadro de violência, Moraes deve realizar um pronunciamento à nação um dia antes do 1º turno da eleição no dia 2 de outubro. A Coligação de Lula ainda apresentou uma petição ao presidente do TSE cobrando a ampliação de ações articuladas com as forças de segurança pública para garantir a liberdade de manifestação na reta final da disputa eleitoral e o livre exercício do voto no dia da votação.

O TSE já adotou um pacote de medidas para coibir a violência política no dias que antecedem e sucedem a votação. A Corte proibiu o porte de armas de fogo em todo o País nas 48 horas que antecedem os turnos eleitorais, no dia da votação e nas 24h após a divulgação dos resultados. Em agosto, Moraes se reuniu com os comandantes-gerais das Policiais Militares nos Estados para avaliar o protocolo de segurança das forças espalhadas pelo País e ouviu dos oficiais que as tropas estão contidas. Como revelou o Estadão, os comandantes garantem que eventuais tentativas de quebra de hierarquia não serão toleradas.

No último dia 9 de setembro, um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso em flagrante por matar a facadas um eleitor do PT após discussão no Mato Grosso. Em agosto, o tesoureiro do PT nem Foz do Iguaçu, Marcelo de Arruda, também foi assassinado por um eleitor bolsonarista, dessa vez a tiros, por causa do tema de sua festa de aniversário com fotos do ex-presidente Lula.

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