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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

‘Make Boring’: a ambição do cotado para substituir Campos Neto no BC

Diretor do Banco Central diz que meta é deixar a instituição monótona, sem gerar volatilidade

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Por Beatriz Bulla

O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem uma meta: deixar as coisas monótonas durante sua passagem pela instituição. É o que revelou durante evento em São Paulo na terça, 5, para lançamento da consultoria do economista André Perfeito.

“A prova de que o BC está ficando chato, monótono, de pouca volatilidade, eu acho espetacular. Let’s make Central Bank of Brazil boring for the first time (Vamos tornar o Banco Central do Brasil chato pela primeira vez, em inglês). Estou muito feliz que ele esteja chato pela primeira vez”, disse Galípolo, reformulando a frase que é lema dos trumpistas nos Estados UnidosLet’s make America Great Again”.

O diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO Foto: Felipe Rau/Estadão

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Ex-número 2 do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo foi indicado ao BC pelo governo Lula no momento em que o Planalto e o Banco Central viviam atritos públicos em razão da taxa de juros.

Galípolo desconversou, durante o evento, quando foi apontado como o possível futuro presidente do Banco Central e disse que essa especulação é natural para qualquer nome da diretoria que tenha sido indicado pelo atual governo. Ele revelou, no entanto, quem é uma de suas inspirações: o banqueiro e economista Mark Carney, que foi presidente do Banco Central da Inglaterra e do Canadá. Galípolo citou o que ouviu em um podcast de Carney, no qual o canadense diz que à frente de um BC é preciso “ter humildade e estar preparado para o erro, porque uma hora você vai errar”.

“Vindo de um sujeito que foi presidente de dois bancos centrais, acho que são conselhos valiosos”, afirmou o diretor do BC.

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