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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Ministro cobra de empresários e frentes parlamentares engajamento para taxar importações

Luiz Marinho não conseguiu acordo sobre autorização para trabalho aos domingos e feriados, numa reunião nesta quarta, 31, de acordo com participantes do encontro, porém arregimentou apoio para pauta arrecadatória; a Coluna procurou a equipe do ministro mas até o momento não obteve retorno.

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Por Augusto Tenório
Atualização:

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), não conseguiu construir um acordo sobre as permissões para trabalho aos domingos e feriados na reunião realizada nesta quarta-feira, 31, com as frentes parlamentares do Empreendedorismo (FPE) e do Comércio e Serviços (FCS), além de representantes do setor produtivo. O titular da pasta, porém, aproveitou para arregimentar apoio dos empresários numa ofensiva do governo Lula para taxar importações em compras online.

Interlocutores que acompanharam a reunião, ouvidos sob reserva pela Coluna do Estadão, contam que o apelo de Marinho sobre a medida arrecadatória foi o único ponto de acordo no encontro. A Coluna procurou a equipe do ministro Luiz Marinho, mas até o momento não obteve retorno.

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foto: Wilton Junior/Estadão

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O governo alega precisar arrecadar mais para bancar políticas públicas. O setor produtivo nacional, por sua vez, pressiona para aumentar a taxação dos importados, reclamando de desequilíbrio na competitividade. Atualmente, a taxa de importação é zerada para compras abaixo de US$ 50.

Em abril do ano passado, a equipe econômica chegou a anunciar o fim da isenção das importações. Mas recuou após pressão da ala política do governo, que teme rejeição popular ao governo Lula por causa da medida.

Mas, desde o segundo semestre de 2023, o governo Lula avalia essa nova taxação. Após a implantação do programa Remessa Conforme, no qual grandes marketplaces (shoppings virtuais) estrangeiros começaram a registrar as vendas feitas no País, o governo passou a deter informações que não tinha. Entre elas, volume de importações, distribuição das vendas e preços praticados junto ao consumidor.

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