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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

PSDB de São Paulo pede para adiar convenção estadual para depois do Carnaval

Executiva estadual da sigla quer decidir seu comando no dia 25 e não dia 18 de fevereiro como determinou o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo

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Por Roseann Kennedy e Augusto Tenório
Atualização:

O presidente da comissão do provisória do PSDB-SP e prefeito de Santo André, Paulo Serra, solicitou à executiva nacional do partido que a convenção estadual da sigla seja adiada novamente. Quer deixar a decisão para depois do Carnaval e não para o dia 18 de fevereiro como determinado pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo. A data sugerida por Serra é 25 de fevereiro. Ele afirma que essa nova data é consensual entre as correntes tucanas no Estado.

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O presidente afirma que o intuito do novo adiamento é ampliar a mobilização. “O dia 18 de fevereiro (domingo) está muito próximo do feriado de carnaval, cuja Quarta-feira de Cinzas será no dia 14 de fevereiro, razão pela qual muitas cidades estão com dificuldades para mobilizar os seus representantes partidários”, afirma no documento enviado a Perillo.

Paulo Serra ainda observa que, quando a Executiva Provisória Estadual assumiu, no final de novembro de 2023, o partido tinha apenas 22% de seus diretórios municipais regularizados e afirma que, atualmente, já são mais de 40%. “Pondera-se que o adiamento, por uma única semana, não trará qualquer prejuízo para os filiados ou mandatários, já que a ‘janela partidária’ só terá início a partir de 7 de março”, ressalta.

Prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), de saída do cargo em 2024. Foto: Helber Aggio / Prefeitura de Santo André

Uma das preocupações do PSDB no Estado é se haverá mais uma debandada de filiados para outras siglas, devido às articulações para concorrer nas eleições municipais. Somente na capital, em reação à ideia que vem crescendo no PSDB para lançar candidato em vez de apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes, pelo menos 5 dos 8 vereadores tucanos ameaçam deixar o partido.

A sigla enfrenta um esvaziamento de quadros e uma crise iniciada desde as prévias presidenciais de 2022, que rachou o PSDB entre apoiadores da campanha do ex-governador Joao Doria e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

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