CUT pede ao STF entrada na Câmara para acompanhar votação do impeachment

Sindicalistas alegam que Eduardo Cunha, por ser a favor do impedimento de Dilma, proíbe o acesso do grupo à Casa

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Por Beatriz Bulla
Atualização:

BRASÍLIA – Os diretores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de ontem, 15, na tentativa de conseguirem uma liberação de entrada no Congresso Nacional amanhã, 17, dia da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O “salvo conduto” pede acesso a todos os setores da Câmara, especialmente às galerias do plenário.

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Eles alegam na peça que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é “assumidamente a favor” do impedimento da petista e impossibilita o ingresso da sociedade civil organizada na Casa.

“É de conhecimento geral, também, que o Presidente da Câmara dos Deputados, Sr. Eduardo Cunha, vem sistematicamente proibindo a entrada da população nas instalações do Poder Legislativo Federal, em especial os manifestantes vinculados à Central Única dos Trabalhadores, que são contrários ao impeachment e que não puderam, durante toda a semana de 11 a 15 abril de 2016, entrar no Congresso Nacional para manifestar sua opinião, de forma democrática, aos parlamentares”, escrevem os dirigentes da CUT na peça.

Os sindicalistas reclamam da restrição de acesso à Câmara no período de impeachment. A presidência da Casa restringiu o acesso ao plenário a parlamentares, servidores e jornalistas credenciados. Alguns acessos normalmente utilizados serão fechados. Em comunicado, a Diretoria Geral informou que a determinação visa garantir a segurança e a proteção de pessoas e do patrimônio do prédio.

A CUT alega ao STF que não recebeu uma apresentação de “qualquer forma de organização” da entrada de pessoas nas galerias do Congresso.

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