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Dedo para câmera, destruição de raio-x e roubo de estátua: vídeos mostram golpistas em ação no 8/1

Imagens do circuito interno do Palácio do Planalto também mostram os extremistas quebrando câmeras de segurança e arremesando cadeiras

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Foto do author Tácio Lorran
Foto do author Julia Affonso
Foto do author Weslley Galzo
Foto do author André Borges
Por Tácio Lorran , Julia Affonso , Weslley Galzo e André Borges
Atualização:

BRASÍLIA - Novas imagens internas do Palácio do Planalto mostram bolsonaristas furtando estátuas do prédio, depredando câmeras de segurança e fazendo gestos obscenos para as filmagens durante os atos golpistas do dia 8 de janeiro, em Brasília. As gravações foram liberadas no sábado, 22, pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e analisadas pelo Estadão.

Os extremistas iniciam a invasão por volta de 15h. Eles tomam conta de todo o prédio do Palácio do Planalto e chegam até no quarto e último andar. Nesse piso, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) furtam um busto. Nas imagens é possível ver que dois homens carregam a estátua para uma saída. O mesmo grupo é visto em seguida arrombando portas, quebrando câmeras de segurança e dando dedo para o vídeo. Tudo isso acontece por volta de 16h.

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Em uma outra imagem, desta vez na frente do Palácio do Planalto, um homem raivoso destrói o raio-x na entrada do prédio. Os extremistas também jogam cadeiras afora – uma delas chega a atingir um outro manifestante.

As imagens do circuito interno e externo do Palácio do Planalto foram liberadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na quarta-feira, 19, o general Gonçalves Dias foi exonerado do GSI depois de a CNN Brasil revelar parte dessa gravação. O então ministro de Lula é visto indicando a saída do prédio para os golpistas. Outros servidores do órgão interagem com os bolsonaristas e chegam a distribuir água.

Em sua defesa, o GSI alega que estava fazendo um gerenciamento de crise. À Polícia Federal, G. Dias argumentou ainda que não tinha ‘condições materiais’ de fazer as prisões sozinho e que, em sua avaliação, houve um ‘apagão’ do sistema de inteligência.

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