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Nem um cabo nem milhares de golpistas conseguiram fechar STF, diz Lula

Na abertura do ano judiciário, presidente relembrou ataques golpistas do 8 de Janeiro e afirmou que instituições saíram fortalecidas do episódio

Foto do author Lavínia  Kaucz
Foto do author Gabriel Hirabahasi
Por Matheus de Souza (Broadcast), Lavínia Kaucz (Broadcast) e Gabriel Hirabahasi (Broadcast)

SÃO PAULO E BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a lembrar, durante a sessão de abertura do ano judiciário de 2024, no Supremo Tribunal Federal (STF), os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Com referência a uma fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que disse que bastava um cabo e um soldado para fechar a Corte, o presidente afirmou que os Três Poderes enfrentaram uma ameaça “que conhecíamos apenas das páginas mais trágicas da história da humanidade, o fascismo”.

“Diziam que para fechar o Supremo Tribunal Federal bastaria um cabo e um soldado, pois vieram milhares de golpistas armados de paus, pedras, barras de ferro, e muito ódio, e não fecharam nem o Supremo, nem o Congresso, nem a Presidência da República. Pelo contrário, as instituições e a própria democracia saíram fortalecidas da tentativa de golpe”, disse o presidente.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; o presidente do STF, Luís Roberto Barroso; o presidente Lula e o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira na abertura do ano judiciário Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Pouco mais de um ano após os atos antidemocráticos em Brasília, Lula afirmou que agora se celebra “a restauração da harmonia entre as instituições” e que a Corte segue o seu dever ao punir executores, financiadores, autores intelectuais e autoridades envolvidas na depredação dos prédios públicos.

Na cerimônia, o presidente também destacou a importância do trabalho de todos da Corte, as “pessoas que dão vida” ao Supremo. “Vocês sentiram na pele o peso do ódio que se abateu sobre o Brasil nesses últimos anos, sofreram perseguições, ofensas, campanhas de difamação e até mesmo ameaças de morte”, disse, pontuando que mesmo nesse cenário, as instituições democráticas estiveram sempre ao lado do Judiciário.

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