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Lula chama Bolsonaro de ‘bobo da corte’ em entrevista ao Jornal Nacional

Petista diz que presidente é ‘refém do Congresso’ ao permitir que parlamentares controlem o orçamento secreto

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Foto do author Levy Teles
Foto do author Rayanderson Guerra
Por Levy Teles e Rayanderson Guerra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “bobo da corte” pela, segundo ele, incapacidade de coordenar o orçamento federal, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quinta-feira, 25. Para o petista, o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, produziu um “semipresidencialismo” no País, no qual os recursos estão sob controle do Congresso Nacional.

“Bolsonaro parece um bobo da corte. Ele não coordena o orçamento”, disse Lula. “(O orçamento secreto) não é moeda de troca, isso é usurpação de poder. Acabou o presidencialismo. Bolsonaro é refém do Congresso, ele sequer cuida do orçamento. Isso nunca aconteceu desde a proclamação da República”, disse.

Lula disse no Jornal Nacional que Bolsonaro é refém do Congresso Nacional Foto: TV Globo

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Ainda na mesma sabatina no Jornal Nacional, o petista usou o orçamento secreto para minimizar o escândalo do mensalão. “Você acha que o mensalão, que tanto se falou, foi mais grave que o orçamento secreto?”, questionou. O petista, porém, não deu soluções claras sobre como combater o recurso. Apenas disse que irá conversar com o Congresso.

Lula também reforçou as críticas ao novo Auxílio Emergencial. “Ele acabou de aumentar o Auxílio Emergencial. Até quando? Até o dia 31 de dezembro, porque na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) não tem continuidade. Ele agora manda a LDO (ao Congresso) e mente dizendo que vai continuar”, afirmou.

Meio Ambiente

O ex-presidente foi questionado como pretende lidar com o setor do agronegócio, base do presidente Jair Bolsonaro. A jornalista Renata Vasconcellos perguntou se todo o setor está ligado à destruição do Meio Ambiente. Lula afirmou que há setores “que não querem desmatar”.

“Os empresários sérios que trabalham no agronegócio, que têm negócio com o exterior, que exportam para a Europa e para a China, esses não querem desmatar. Querem preservar os nossos rios, águas e nossa fauna. Mas tem um monte que quer. O atual presidente tinha um ministro do Meio Ambiente que dizia que era para invadir com a boiada para desmatar a Amazônia”, afirmou em referência a Ricardo Salles.

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