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Primeira agenda pública de Boulos e Marta deve ter encontro com indígenas e empresários

Pré-candidatos irão na quinta-feira a Parelheiros, reduto eleitoral da ex-prefeita

Foto do author Alex Braga
Por Alex Braga

O pré-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) e a pré-candidata a vice Marta Suplicy (PT) farão na quinta-feira, 22, a primeira agenda de rua conjunta. A dupla terá um dia de atividades no bairro de Parelheiros, na zona sul da capital paulista.

As equipes dos dois políticos estão estruturando os detalhes da programação, que deve começar no meio da manhã e se estender até o fim da tarde.

Marta Suplicy e Guilherme Boulos durante o ato de refiliação da ex-prefeita ao PT Foto: Alex Silva/Estadão - 02/02/2024

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Até o momento, de acordo com a assessoria de Boulos, três atividades estão preparadas. A primeira é um encontro com indígenas moradores da região. A segunda é uma reunião com comerciantes e empresários.

A última é um plenária com a militância. Neste momento deve haver discursos dos pré-candidatos e de outras lideranças políticas locais. Marta e Boulos também devem participar de um plantio de árvore no bairro.

As eleições municipais serão realizadas no dia 6 de outubro. Eventual segundo turno deve ocorrer no último domingo do mês (dia 27). Definidas as candidaturas, os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.

A propaganda eleitoral só pode ser feita a partir de 16 de agosto. Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Volta ao PT

Quando deixou o PT, em 2015, Marta se disse constrangida com o “protagonismo” da legenda em “um dos maiores escândalos de corrupção que a nação brasileira já experimentou”. Ela também votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

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Foi Lula quem convenceu Marta a retornar ao PT agora. O presidente insistiu na volta de Marta para ao PT, apesar de alguns dirigentes partidários inicialmente resistirem ao movimento, porque considerava que ela seria importante na chapa. No início de janeiro, o presidente chamou a ex-prefeito para uma conversa no Palácio do Planalto. Após o encontro, Marta topou voltar ao PT com a missão de ocupar a vice na chapa encabeçada por Boulos.

Para isso, porém, ela precisou deixar o comando da Secretaria Municipal Relações Internacionais da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que tentará a reeleição e tende a ser o principal adversário de Boulos na disputa pela Prefeitura. Marta justificou a troca de partido alegando que não poderia estar do mesmo lado que o bolsonarismo, em alusão ao fato de Nunes buscar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição.

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