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Janja batiza submarino em cerimônia com Lula, Macron e Cláudio Castro no Rio

Primeira-dama quebrou garrafa de espumante no casco da embarcação; em seguida, submarino foi lançado ao mar e, depois, passará por testes

Foto do author Rayanderson Guerra
Por Rayanderson Guerra

RIO – A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, batizou nesta quarta-feira, 27, o terceiro dos cinco submarinos previstos para serem construídos em uma parceria entre Brasil e França até 2033. Ao lado do comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, Janja seguiu a tradição naval e quebrou uma garrafa de espumante no casco da embarcação no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. O gesto antecedeu o lançamento do submarino ao mar.

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“Eu te batizo, submarino Tonelero. Que Deus abençoe esse submarino e todos os marinheiros que aqui navegarem”, afirmou Janja antes de quebrar a garrafa de espumante na embarcação.

O submarino Tonelero, batizado em alusão à participação da Marinha brasileira na Guerra do Prata (1851-1852), integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). A parceria entre Brasil e França preveem investimentos superiores a R$ 40 bilhões. A embarcação deve passar por testes, ainda sem datas definidas, antes de ser entregue ao setor de operações da Marinha.

Primeira-dama Janja no batismo do submarino Tonelero em Itaguaí (RJ) Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Em 14 de dezembro de 2018, Marcela Temer, mulher do então presidente Michel Temer (MDB), batizou o primeiro submarino construído pelo Prosub, o Riachuelo. Já para o Submarino Humaitá, batizado em 2020, a madrinha foi Adelaide Chaves Azevedo e Silva, mulher do então Ministro da Defesa do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Fernando Azevedo. Michelle Bolsonaro, então primeira-dama, não esteve na cerimônia na época.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da França, Emmanuel Macron, do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, do ministro da Defesa, José Múcio, do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), além de integrantes do governo federal e trabalhadores do Complexo Naval de Itaguaí.

Macron e Lula ressaltaram a parceria estratégica entre os dois países na indústria naval e projetarem ampliar a troca de investimentos e tecnologia em outras áreas. Com discursos formais e protocolares, os dois focaram em defender manifestações de paz em meio a crescentes tensões pelo mundo.

O ministro da Defesa, José Múcio, o presidente Lula, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, no evento de lançamento do submarino Tonelero  Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Parceria Brasil e França

O Tonelero é o terceiro submarino convencional com propulsão diesel-elétrica construído totalmente no Brasil pelo Prosub. O programa é uma iniciativa que teve origem em acordo firmado com a França, em 2008, no segundo mandato de Lula na Presidência. Desenvolvido para a construção das embarcações, o Prosub utiliza da transferência de tecnologia entre os países para o desenvolvimento de quatro submarinos convencionais da classe da embarcação francesa Scorpène e a fabricação do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.

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O Tonelero tem a capacidade de comportar até 35 tripulantes em 71,62 metros de comprimento e 6,2 metros de diâmetro. A embarcação pode chegar a 250 metros de profundidade e se locomover em uma velocidade máxima de 37 quilômetros por hora. Segundo a Marinha, o submarino pode ficar aproximadamente 70 dias em operação, tempo que varia de acordo com as atividades desenvolvidas em cada missão.

O plano do Prosub é entregar cinco submarinos – quatro com propulsão convencional e um nuclear – até 2033. Dois já estão em operação: Humaitá e Riachuelo. O Tonelero passará por testes antes de começar a operar. Já o Angostura e o SCPN Álvaro Alberto, com propulsão nuclear, estão em construção.

O Tonelero é equipado com seis turbos de armas capazes de lançar torpedos, mísseis antinavio e minas. O Sistema de Combate do submarino tem ainda sensores acústicos, eletro-ópticos e óticos, além de equipamentos de guerra eletrônica.

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