PUBLICIDADE

Vereadora é presa em Curitiba por suspeita de embriaguez ao volante e desacato; veja vídeo

Maria Letícia afirmou que sofreu efeitos colaterais de um remédio para tratamento de neuromielite óptica

Foto do author Gabriel de Sousa
Por Gabriel de Sousa
Atualização:

BRASÍLIA – A vereadora de Curitiba Maria Letícia (PV-PR) provocou um acidente de trânsito no centro da cidade e foi presa em flagrante por embriaguez ao volante e desacato. O caso ocorreu no sábado, 25, e a parlamentar já está em liberdade. Em vídeo que circula nas redes sociais, a vereadora desce desorientada do veículo que estava dirigindo e se apoia em outro carro para caminhar.

Em vídeo publicado no Instagram nesta segunda-feira, 27, a vereadora afirmou que sofre de neuromielite óptica – uma doença neurológica grave que afeta os nervos ópticos e a medula espinhal – e atribuiu o acidente aos efeitos dos medicamentos que utiliza para tratar a doença. “Medicamentos fortes com efeitos colaterais que podem causar sonolência, amnésia, dificuldade na fala e confusão mental”, justificou.

PUBLICIDADE

Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vereadora foi autuada pelos crimes no local do acidente e foi encaminhada para a Central de Flagrantes de Curitiba. Ela passou por uma audiência de custódia nesta segunda-feira e já está solta e despachando no seu gabinete na Câmara Municipal.

A Polícia Militar do Paraná informou que Maria Letícia se negou a fazer o teste do bafômetro e que a embriaguez foi atestada por conta do seu hálito etílico. Por ter sido agressiva com os policiais, ela foi levada algemada para uma delegacia local.

Ao Estadão, o gabinete da vereadora afirmou que a vereadora passou mal enquanto estava dirigindo e que ela está em tratamento médico para cuidar da neuromielite aguda. “Embora abalada devido ao impacto do acidente, a parlamentar não se feriu e lamenta o ocorrido. O departamento jurídico, o mandato e ela mesma continuam colaborando com as autoridades”, afirmou.

Maria Letícia é médica legista e ginecologista, com pós graduação na Universidade de São Paulo (USP). Ela foi eleita em 2020 com 4.019 votos (0,51% do eleitorado curitibano). Antes de se tornar parlamentar, ela atuou por mais de 25 anos como legista do Instituto Médico Legal (IML).

Câmara Municipal fará investigação sobre o episódio

A Câmara Municipal de Curitiba afirmou que o presidente da Casa, vereador Marcelo Fachinello (Podemos-PR), protocolou um pedido de investigação preliminar sobre a conduta de Maria Letícia no episódio. O prazo para que o caso seja apurado é de 30 dias e, se for constatado que a parlamentar do PV cometeu as infrações, será feita uma representação no Comitê de Ética do Legislativo municipal.

Publicidade

“Se a representação chegar ao Conselho de Ética, o conselho tomará as providências para enquadrar o caso dentro das hipóteses previstas no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba. As punições possíveis vão da censura pública à perda do mandato, sendo que cada uma tem prazo e trâmite próprios. Em todas essas etapas, é garantido à vereadora o direito ao contraditório e ampla defesa”, disse a Câmara municipal, por nota.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.