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7 dicas para garantir a segurança ao usar aparelhos na academia

Há maneiras de minimizar o risco de acidentes dentro desses ambientes. Confira

Foto do author Ana Lourenço
Por Ana Lourenço

Na última sexta-feira, 4, em Juazeiro do Norte, no Ceará, Regilaneo da Silva Inácio, de 42 anos, foi atingido nos ombros e nas costas por um aparelho de musculação usado para fazer agachamentos. No momento em que caiu sobre o aluno, o equipamento, chamado ‘hack squat’, estava com uma carga de ao menos 150 quilos. O acidente causou uma lesão na coluna considerada gravíssima pelos médicos, que possivelmente o deixou paraplégico – médicos afirmam que ele tem menos de 1% de chance de voltar a andar.

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Segundo Thiago Somera, diretor de Infraestrutura da Smart Fit, a academia é um local seguro para treinar e praticar atividade física. Mas é importante ter em mente que acidentes podem acontecer – e há maneiras de minimizar esses riscos.

Por exemplo: se determinado aparelho deve ser usado em pé, então evite sentar nele para descansar. Além disso, o personal trainer João Victor Silva de Castro informa que é essencial verificar a trava dos equipamentos. “Especialmente em máquinas com pesos suspensos”, frisa.

Para evitar acidentes e lesões, separamos sete dicas de segurança ao se exercitar. Confira:

1- Ao visitar uma academia, verifique as condições dos aparelhos

Nem sempre elas são nítidas, mas olhe atentamente se há peças quebradas ou cabos de aços se deteriorando.

“É importante escolher academias que tenham fornecedores que sigam as devidas regulações de equipamentos de ginástica. Além disso, a academia tem responsabilidade de criar materiais educativos para informar sobre medidas de segurança, como adesivos ou anúncios na rádio do próprio estabelecimento, por exemplo”, ressalta Somera. “O aluno não é especialista, mas nós somos. Precisamos dar essa segurança para ele”.

2 - Pergunte sobre os cuidados e a manutenção dos equipamentos

Em uma academia comum, é possível encontrar de 120 a 140 tipos de equipamentos e acessórios. De olho nisso, existem as rotinas preditivas, caracterizadas por uma manutenção para antecipar possíveis falhas com base em estatísticas e outros dados; as rotinas preventivas, para uma inspeção sistemática de controle e monitoramento; e a rotina de correção, colocada em prática quando de fato existe uma reparação a ser feita. Todas devem acontecer periodicamente para garantir o bom estado dos aparelhos dentro de um ambiente.

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Somera lembra que as academias também devem seguir orientações do fornecedor das máquinas. “É ele quem vai falar se a inspeção é diária, semanal, trimestral, enfim”, diz.

Tenha atenção ao manusear pesos dentro da academia Foto: Anastase Maragos/Unsplash

3. Se notar algo estranho com a máquina, relate o problema e evite o uso

Ao fazer o exercício, barulhos anormais ou falhas (como emperrar) podem ser indicativos de defeitos. Caso surjam dúvidas sobre as condições da máquina, o aluno pode – e deve – questionar um profissional da academia.

De acordo com Somera, nesses casos o protocolo é interditar imediatamente o equipamento para que ocorra uma inspeção. “Isso é regra e deve ser seguida por todas as academias”, pontua.

Pergunte ao profissional responsável sobre exercícios que possam substituir o aparelho. Muitas vezes, halteres podem ser uma opção.

4. Aumente a carga aos poucos

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Se estiver acostumado com determinado peso e confiante de que dá para aumentar a carga, coloque 5 quilos a mais, e não 20. Também é fundamental ter calma na hora de adicionar ou retirar os pesos das máquinas. “É bem comum vermos pessoas derrubando-os no pé por pressa ou desatenção”, alerta Castro. Não se intimide com outros alunos querendo usar o aparelho.

“Além disso, durante a prática, fique atento ao limitador de altura. É ele que vai garantir que você possa fazer o exercício com segurança caso algo de inesperado aconteça, como câimbras ou falhas”, diz.

5. Ao aumentar o peso, ou mudar de exercício, peça apoio a um professor

É comum ter dúvidas sobre a regulagem das máquinas, funções e maneiras corretas de usá-la. Justamente por isso, sempre peça orientação.

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Quando o exercício não for realizado em máquinas, mas envolver barras e pesos, o apoio segue fundamental. No caso do supino, por exemplo, em que o aluno fica deitado em um banco e levanta uma barra (que normalmente conta com pesos em ambos os lados), um erro de equilíbrio pode colocar o rosto e o pescoço em risco.

O supino é feito com barra e pesos, e deve ser executado com o apoio de um profissional. Foto: Freepik

6. Na academia do prédio, sem professor por perto, subestime sua carga

Pensar que basta substituir máquinas por halteres para garantir a segurança é um equívoco. “Um exercício livre não é estabilizado, pois depende de equilíbrio e da consciência corporal da pessoa. E isso não é recomendado para os iniciantes”, explica Somera.

Outro alerta: academias de condomínios devem oferecer equipamentos com o menor risco possível de acidentes. Para evitar problemas, também é interessante ter o cuidado redobrado com a carga. Quando não houver supervisão, Castro recomenda que os alunos coloquem menos peso do que normalmente aguentariam.

7. Quando o equipamento estiver montado, evite descansar embaixo dele

Essa regra é de ouro, especialmente para máquinas com pesos suspensos. Aqueles em que o peso só é suspenso durante o movimento (como leg press, cadeira extensora ou remo indoor) até podem ser usados para descanso entre uma série e outra. Mas atenção: não deite ou sente em lugares feitos para ficar em pé.

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