‘Estadão’ vence prêmio Synapsis FBH de Jornalismo com reportagem sobre crianças com microcefalia

Premiação, promovida pela Federação Brasileira de Hospitais, reconhece os melhores trabalhos jornalísticos de saúde

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Por Redação
Atualização:

O Estadão venceu, nesta quarta-feira, 14, o prêmio Synapsis FBH de Jornalismo 2022 na categoria internet com reportagem publicada em agosto de 2021 que mostrou as dificuldades enfrentadas por crianças com microcefalia cinco anos depois da emergência sanitária pelo zika.

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A premiação, que está em sua sétima edição, é promovida pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e reconhece as melhores reportagens de saúde do País. Também foram premiadas as melhores matérias nas categorias impresso, TV e rádio - vencidas por jornalistas da Revista Pesquisa Fapesp, GloboNews e Band News FM. Os vencedores foram anunciados na noite desta quarta-feira, 14, em cerimônia realizada em Brasília. O prêmio recebeu 215 inscrições.

A reportagem do Estadão, de autoria da jornalista Fabiana Cambricoli, revisitou a história de quatro crianças nascidas entre 2015 e 2016 com microcefalia e mostrou como a pandemia de covid-19 dificultou ainda mais o acesso delas aos tratamentos e terapias de estimulação necessárias.

As quatro crianças são acompanhadas pelo Estadão desde o primeiro ano de vida. Quando completaram 12 meses, uma reportagem especial mostrou o descaso governamental na oferta de terapias de estimulação precoce e as dificuldades enfrentadas pelas famílias.

Matheus, uma das crianças que desenvolveu síndrome congênita do zika, e os pais, Isabel e Moisés Foto: Carlos Ezequiel Vannoni

Cinco anos depois, o cenário encontrado pela reportagem não foi muito diferente. Por conta da suspensão de atendimentos eletivos durante a pandemia, as quatro crianças tiveram algum nível de regressão em seu desenvolvimento após suspenderem total ou parcialmente as idas às sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, por exemplo.

As atividades são essenciais para a evolução e a qualidade de vida de crianças com sequelas neurológicas, mas a maioria dos centros de reabilitação interrompeu ou restringiu o atendimento por causa da covid. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde 2015, mais de 3 mil crianças desenvolveram a síndrome congênita do zika, que pode incluir entre suas complicações a microcefalia.

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