Governadores do Sul e Sudeste devem pedir ajuda à União para enfrentarem coronavírus

Apoio a pedidos dos secretários de Saúde deve ser oficializado neste sábado, 28, e valor requisitado ao governo federal pode chegar a R$ 1 bilhão

PUBLICIDADE

Por Mateus Vargas
Atualização:

BRASÍLIA - Governadores do Sul e Sudeste devem pedir ajuda do Ministério da Saúde para o enfrentamento ao novo coronavírus. Eles participam neste sábado, 29, do quinto encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), em Foz do Iguaçu. Em carta, os dirigentes devem apoiar o pedido de secretários de saúde para que o governo federal reforce os repasses para atendimentos de média e alta complexidade através de carta oficial.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, informou ao Estado que o pedido seria de R$ 1 bilhão. O valor seria dividido per capita. A ideia é usar o recurso para custear a instalação de leitos de UTI para atendimento de pacientes da nova doença.

Passageiras de voo que partiu da Itália e pousou em Guarulhos optaram pelo uso de máscaras Foto: R?MULO MAGALHÃES/FUTURA PRESS

PUBLICIDADE

O Ministério da Saúde afirma que poderá alugar até 1.000 kits de equipamentos para instalar leitos de UTI nos Estados. Os contratos serão feitos se houver demanda. Segundo o Conass, os Estados ainda teriam de custear equipes médicas, exames laboratoriais e a logística de montagem dos leitos. A carta dos governadores do Sul e Sudeste serviria como apoio político ao pedido dos secretários estaduais.

Os governadores devem pedir também o envio de insumos e agilidade na contratação de kits para leitos de UTI. O Ministério da Saúde publicou nesta sexta-feira, 28, contratos para compras de insumos como álcool em gel. A pasta também refez edital para compra de 24 milhões de máscaras, após acordo com a indústria. A ideia agora é que mais de uma empresa forneça as máscaras.

A expectativa é que governadores de outras regiões também deem apoio ao pleito, quando realizarem reuniões de seus fóruns.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.