SP registra 7ª maior temperatura da história para o mês de agosto; veja marcas

Calor vai continuar até a tarde de quinta-feira e há possibilidade de quebra de recorde

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Por Fabio Grellet

Em meio a uma intensa onda de calor, a cidade de São Paulo registrou nesta quarta-feira, 23, a sétima maior temperatura da história para o mês de agosto: 32,3°C, registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) às 15h no Mirante de Santana. O recorde histórico é de 33,1°C, registrado pelo mesmo órgão em 1952 e novamente em 1955. A medição pelo Inmet começou em 1943.

Confira as maiores temperaturas do mês de agosto na capital, segundo a Defesa Civil estadual, com dados do Inmet:

  1. 33,1°C, registrada em 31/8/1952 e 31/8/1955
  2. 33°C, registrada em 31/8/1963
  3. 32,8°C, registrada em 28/8/1961 e em 26/8/2021
  4. 32,7°C, registrada em 30/8/2011
  5. 32,6°C, registrada em 31/8/1994, 29/8/2011 e 24/8/2021
  6. 32,4°C, registrada em 25/8/2021
  7. 32,3°C, registrada em 23/8/2023
Frequentadores tomam sol no Parque Augusta, região central de São Paulo Foto: TABA BENEDICTO/ESTADÃO

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Segundo o Inmet, o calor vai continuar até a tarde de quinta-feira, 24, e há nova possibilidade de quebrar o recorde histórico registrado na década de 1950. No final da tarde, porém, o tempo muda e o calor diminui.

A onda de calor atinge vários estados do Brasil. Mato Grosso registrou as cinco maiores temperaturas de todo o País nesta quarta-feira, até as 15h, segundo o Inmet:

  1. Cuiabá (MT): 40,6°C
  2. Rondonópolis (MT): 40,3°C
  3. Porto Estrela (MT): 39,8°C
  4. Rosário Oeste (MT): 39,8°C
  5. Guarantã do Norte (MT) e Guiratinga (MT): 39,7°C

Conforme a Climatempo, essa situação climática é decorrente de uma grande massa de ar seco e quente que ganhou força sobre o País no decorrer desta semana, atuando sobre praticamente todas as regiões. Estima-se que as altas temperaturas permaneçam até sábado, 26, quando está prevista uma nova frente fria.

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Ventos em baixos níveis da atmosfera

MetSul ressalta que o calor extremo para agosto é uma consequência da atuação de uma forte corrente de jato, ou seja, ventos em baixos níveis da atmosfera que transportam ar muitíssimo quente do Norte do Brasil e áreas mais ao Norte do Centro-Oeste em direção ao Sul e o Sudeste.

Ainda de acordo com a MetSul, a massa de ar extremamente quente cobre o Norte do Brasil e seus efeitos se estendem tanto para o Centro-Oeste quanto Nordeste do país com temperaturas máximas perto ou acima de 40ºC. “A massa de ar é tão quente que a temperatura supera 40ºC em áreas da floresta amazônica, onde normalmente a excessiva umidade impede valores tão extremos de temperatura”, afirma a empresa de meteorologia.

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