Despertar em um horizonte de gelo

Glaciar Pio XI, o maior da América do Sul, e uma pitoresca vila indígena estão na rota dos cruzeiros

Por Mônica Aquino
Atualização:

São 6 horas e a temperatura está abaixo de zero grau. Em qualquer outro lugar e situação, seria loucura pular da cama nessas condições. Não aqui. Assistir ao raiar do sol diante da maior geleira da América do Sul justifica o sacrifício, depois de ter passado a noite no barco ancorado bem na frente dela.

 

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O glaciar Pio XI tem área equivalente à de toda a região metropolitana da capital do Chile, Santiago. São 1.265 quilômetros quadrados. O tamanho impressiona. A velocidade com que pedaços de gelo se desprendem e caem, provocando encanto e susto, também. Na queda, deixam uma nuvem de gelo suspensa no ar e formam ondas ao tocar a superfície da água. O barulho, especialmente durante a noite, lembra relâmpagos. Nada mais esclarecedor para compreender os efeitos do aquecimento global. Segundo moradores, outro glaciar da região, o Grey, encolheu 1 metro por ano nas últimas três décadas.

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Vários cruzeiros navegam pelos fiordes do Parque Nacional Bernardo O?Higgins, onde fica o glaciar Pio XI. O Skorpios III é uma boa opção para evitar os excessos - de pessoas e atrações - das viagens marítimas tradicionais. No comando do navio e da empresa familiar responsável pela viagem, hoje uma das maiores do Chile, está o capitão don Constantino Kochifas Cárcamo.

 

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