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Fuga em Mossoró é ‘problema localizado’ e não afeta sistema prisional, diz Lewandowski

Ministro da Justiça esteve na cidade do Rio Grande do Norte para acompanhar a operação para capturar os dois bandidos que fugiram de penitenciária federal

Foto do author Caio Spechoto
Por Caio Spechoto (Broadcast) e Eduardo Puccioni
Atualização:

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse neste domingo, 18, que a fuga de dois detentos da penitenciária federal de Mossoró (RN) na última quinta-feira, 15, é pontual e não afeta a segurança do sistema. Ele deu as declarações na cidade, ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) . “É um problema que, tenho que dizer, não afeta em hipótese nenhuma a segurança das cinco unidades prisionais federais. É um problema localizado e que será superado em breve com a colaboração de todos”, afirmou o ministro.

Ele também deixou claro que sua ida a Mossoró é um gesto político para demonstrar empenho do governo federal na recaptura desses criminosos. “A minha presença aqui é antes de mais nada para mostrar que o governo federal está presente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aqui também”, disse Lewandowski.

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O ministro afirmou que o governo prestigia as autoridades locais e está cultivando diálogos e trabalhando nas buscas pelos fugitivos. Segundo ele, há conversas com todos os envolvidos nas buscas para fazer um “apanhado geral” da situação e superar as dificuldades.

A governadora Fátima Bezerra argumentou que, apesar de o presídio ser uma unidade do governo federal, é preciso união para que os criminosos voltem à prisão. “É muito importante a presença do ministro da Justiça em nosso Estado. Nosso foco é na captura dos fugitivos, isso não é um favor, é um dever. Somos um sistema único de segurança pública”, afirmou Fátima Bezerra.

Ricardo Lewandowski disse que fuga é "problema localizado". Foto: Tom Costa/MJSP

Lewandowski disse que há medidas a serem tomadas para curto, médio e longo prazo, mas não deu detalhes. A fuga é politicamente sensível porque é a primeira da história do sistema federal.

Mais cedo, em entrevista na Etiópia, Lula sugeriu, sem citar nomes, que houve “conivência” na fuga. “Estamos à procura dos presos, esperamos encontrá-los, e, obviamente, queremos saber como é que esses cidadãos cavaram um buraco e ninguém viu. Só faltaram contratar uma escavadeira! Eu não quero acusar, mas, teoricamente, parece que teve conivência com alguém do sistema lá dentro”, disse.

Fátima Bezerra e Lewandowski durante visita a Mossoró neste domingo.  Foto: Jamile Ferraris/MJSP

A fuga

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento fugiram do presídio após escalarem uma luminária, chegarem ao teto e acessarem o setor onde é feita a manutenção do presídio. Eles pegaram ferramentas que estavam sendo utilizadas em uma obra de manutenção na prisão. Como o local reformado estava protegido apenas por um tapume de metal, os criminosos encontraram uma brecha, saíram e cortaram o alambrado com um alicate recolhido na obra.

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No dia seguinte à fuga, os criminosos fizeram uma família refém e roubaram celulares. Os dois foram transferidos para Mossoró após terem participado de uma rebelião no Presídio Antônio Amaro Alves, na região metropolitana de Rio Branco, que resultou na morte de cinco detentos em julho de 2023.