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Bienal: de falsos seguranças a monumento vivo, confira performances de 2023

35.ª edição do evento em São Paulo traz como tema as ‘Coreografias do Impossível’

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Por Redação
Atualização:

A 35ª Bienal de São Paulo acontece no Parque Ibirapuera desde o dia 6 de setembro. O tema deste ano é Coreografias do Impossível, se propondo como “um convite às imaginações radicais a respeito do desconhecido” num “espaço de experimentação”, o que abre margem para inúmeras performances.

Confira abaixo algumas performances de destaque na 35.ª Bienal de São Paulo, que segue até dezembro.

A rigor – Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda.

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No feriado de 7 de setembro, foi possível ver seguranças que utilizaram calçados não apropriados ao ambiente ou ao exercício de suas funções. Mas não se tratava de uma falha da organização, e sim de A Rigor, uma entre as diversas performances da Bienal de São Paulo propostas por Antonio Gonzaga Amador e Janrid Jr..

Os dois artistas se ‘camuflam’ como seguranças para levantar reflexões sobre o papel dos corpos dos funcionários de segurança, a quem consideram marginalizados, em exposições institucionais de arte, formando a dupla Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda.

flo6x8

O flo6x8 existiu entre 2008 e 2020 e se definiu como um coletivo “ativista-artístico-situacionista-performático-folclórico-não-violento” surgido na Espanha. Inicialmente, ocupava agências bancárias com passos de dança e cantos de música flamenca como uma crítica ao sistema bancário e ao capitalismo. Diversas dessas performances foram registradas em vídeo e estão disponíveis para serem vistas na Bienal de São Paulo em 2023.

Obra de flo6x8 na 35.ª Bienal de São Paulo Foto: Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo

Monumento Vivo

A guatemalteca Marilyn Boror Bor fica em pé, como se fosse, de fato, uma estátua, chegando a colocar cimento em seus pés. A ativista indígena fica em frente a uma placa que destaca a performance como sendo “em memória dos defensores da terra, dos guias espirituais, em agradecimento aos presos políticos e aos líderes comunitários”.

Ana Pi – The Divine Cypher

Às 18h do dia 9 de setembro, o auditório do andar azul recebeu a performance baseada em gestos sagrados ancestrais e no imaginário social de Ana Pi, uma “pesquisa poética e política no Haiti”, dialogando com os trabalhos de Maya Deren e Katherine Dunham.

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Will Rawls - A Phrase That Fits

Feita por bailarinos brasileiros, a performance se baseou em uma coreografia com intervenções e revisões, traduzindo do inglês para o português a letra da música What’s Love Got To Do With It, de Tina Turner. Aconteceu nos dias 7 e 9 de setembro no andar verde.

35ª Bienal de São Paulo

  • Até 10/12
  • Horários: às terças, quartas, sextas e domingos, das 10h às 19h; às quintas e aos sábados, das 10h às 21h
  • Local: Pavilhão da Bienal | Parque Ibirapuera - Portão 3
  • Entrada: gratuita
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