Free Jazz, eclético como sempre

Entre os destaques da 15.ª edição estão a lenda viva do jazz Ray Brown, a guitar band Sonic Youth, Sean Lennon e os brasileiros Marcos Suzano e João Donato

Por Agencia Estado
Atualização:

Nestes 15 anos de Free Jazz Festival, o ecletismo sempre foi a marca principal do evento. Com certeza o único grande evento brasileiro preocupado em trazer ao público a vanguarda da música mundial e brasileira, o Festival deste ano não vai ser diferente. A maratona de 20 shows em três dias já tem data marcada, ocorre dias 19, 20 e 21 de outubro no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e 20, 21 e 22 no Jóquei Club de São Paulo. Os nomes também já foram confirmados. Como nos anos anteriores, serão três os palcos. O Main Stage (palco principal) é o espaço mais pop do Free Jazz, com a capacidade para 4 mil pessoas e ingressos a R$ 50. Club é o palco das lendas do Jazz tradicional, mas com apenas 250 lugares a R$ 60. A música moderna dos novos talentos, ocupa o palco New Directions para 800 pessoas e ingressos por R$ 40. O festival começa com o trompetista Irvin Mayfield e o sax de Greg Osby no New Directions (ND). Sean Lennon e Sonic Youth fazem a primeira noite rock no Main Stage(MS). No palco Club fecha a noite o brasileiro Hamilton de Holanda com seu bandolim e a lenda viva da bateria, Max Roach. A segunda noite do festival promete ser a mais quente. Moreno Veloso, filho de Caetano abre a noite ao lado do francês Manu Chao que traz a turnê do seu disco Clandestino, com mais 2 milhões de cópias vendidas. Na seqüência o trip hop moderno do Moloko e o techno violento do Leftfield espalham a música eletrônica pelo palco principal. O pianista cubano Chucho Valdés começa o show no palco Club que ainda vai ter a bossa nova de João Donato e o maior baixista de Jazz vivo, Ray Brown, fechando a madrugada. A última noite do festival começa experimental. O brasileiro Marcos Suzano chega mostrando sua percussão com levadas eletrônicas do seu disco solo, Sambatown. Ainda no palco New Directions, o filho de indianos nascido em Londres, Talvin Singh faz música eletrônica com sua influência indu. O sueco Jay Jay Johanson encerra a noite mais dançante do palco. Femi Anikulapo-Kuti & The Positive Force e D?Angelo fazem no palco principal a mais pura black music. No Club o festival termina com o filho de Jonh Coltrane, o saxofonista Ravi Coltrane e a mais tradicional banda de vanguarda do jazz, a Art Ensemble of Chicago.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.