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Longa inédito de Gustavo Galvão em marcha pelas telas de festival uruguaio

Por Rodrigo Fonseca
Atualização:
Montevidéu confere em primeira mão o novo longa do cineasta brasiliense: "Inventário de Imagens Perdidas" - Foto: Bruno Polidoro

RODRIGO FONSECA Uma das mais inquietas cabeças do audiovisual brasileiro, egresso de Brasília, com passagens pela crítica, Gustavo Galvão tem um longa-metragem inédito saindo do forno, que terá sua estreia mundial na programação do 41º Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay, em Montevidéu, que começa nesta quarta-feira. "Inventário de Imagens Perdidas" é o título da produção de 77 minutos que marca a volta do realizador de "Ainda Temos a Imensidão da Noite" (2019) às telas. "É um projeto singelo, que surgiu como uma reação às violências que o Brasil e o cinema em particular sofreram nos últimos anos", diz Galvão, que arrebatou a crítica com "Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa", em 2014. Seu novo filme se passa num futuro próximo, quando uma revolução fundamentalista coloca o país em guerra civil. Duas mulheres em fuga se escondem no campo. Seus caminhos se cruzam numa casa povoada por memórias de um velho cineasta, esquecido como o próprio cinema.O elenco conta com Maria Galant, Roberto Oliveira e Larissa Mauro. As filmagens ocorreram no interior do Rio Grande do Sul, com uma equipe de técnicos gaúchos premiados. Cristiane Oliveira foi a coprodutora. diretor de fotografia é Bruno Polidoro. A direção de arte ficou a cargo de Adriana Nascimento Borba. A montadora Tula Anagnostopoulos assina a edição. Munha da 7, um dos compositores que participaram de "Ainda Temos a Imensidão da Noite", assina a trilha solo de "Inventário de Imagens Perdidas". "Esse filme foi o último trabalho que escrevi em parceria com o jornalista Bernardo Scartezini, falecido no dia 20 de fevereiro, aos 46 anos", conta Galvão, lamentando a perda do colega e amigo. "Ele foi roteirista em dois curtas, autor do argumento em outro curta, corroteirista de um longa e colaborador de dois longas dirigidos por mim". No tradicional festival de Montevidéu, promovido pela Cinemateca Uruguaya, o primeiro longa de Galvão, "Nove Crônicas para um Coração aos Berros", foi premiado pelo júri da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci), em 2014.

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