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'Z: Cidade Pedida' de James Gray na TV Brasil

Por Rodrigo Fonseca
Atualização:
Charlie Hunnam vive o coronel Percy Fawcett, dublado no Brasil por Guilherme Briggs Foto: Estadão

RODRIGO FONSECA Aclamado em Cannes este ano, ao concorrer à Palma de Ouro com "Armageddon Time", o diretor nova-iorquino James Gray vai inundar a TV aberta brasileira com sua autoralidade em "Z: A Cidade Perdida" ("The Lost City of Z"). Foi o Festival de Berlim de 2017 que atestou toda a excelência desse épico histórico que a TV Brasil exibe nesta sexta, às 22h30. Nele, o realizador de "Fuga para Odessa" (1994) e de "A Imigrante" (2013) dá uma perspectiva de timbre intimista à saga do explorador Percy Fawcett. O papel coube a Charlie Hunnam, que assume o posto de herói épico com refinamento, mesmo quando o filme resvala numa loucura à la Werner Herzog. Ambientado na Amazônia, com várias referências ao Brasil, incluindo um rapaz com nanismo que fala português, esta produção de US$ 30 milhões é produzida por Brad Pitt. A fotografia de Darius Khondji acentua o tom claustrofóbico inerente a Gray. Há, a cada cena, um risco total no diálogo com as cartilhas do cinema clássico em relação a relatos de jornadas de exploração. Mais do que recriar as expedições amazônicas de Fawcett - onde este NUNCA ataca os indígenas, num sinal de respeito pelas culturas da selva -, Gray investe na investigação histórica, ressaltando o envolvimento de seu protagonista na I Guerra Mundial. As cenas de batalha em trincheiras da I Guerra Mundial impressionam pelo enquadramento sombrio, quase gótico. É Gray na sua melhor forma. Na versão brasileira, o inventivo dublador Guilherme Briggs empresta a voz a Fawcett. Wirley Contaifer dubla Tom Holland, que vive o filho do explorador.

p.s.: Nesta segunda, o Festival Varilux exibe o filme mais concorrido de sua programação de 2022: "Peter von Kant", de François Ozon. A sessão será no Espaço Itaú, às 19h. Foi o longa de abertura da 72ª Berlinale, em fevereiro, de onde saiu ovacionado graças ao desempenho do ator Denis Ménochet. É uma homenagem ao diretor Rainer Werner Fassbinder (1945-1982) a partir de uma releitura de um de seus maiores sucessos: "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", peça teatral escrita pelo cineasta em 1971 e filmada por ele mesmo em 1972. Ménochet é um cineasta de prestígio que enlouquece de amor por um garotão, Amir (Khalil Ben Gharbia), apresentado a ele por sua amiga e musa, a atriz Sidonie (Isabelle Adjani).

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