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Americanas faz nova reunião com bancos e mantém capitalização de R$ 12 bilhões

Empresa propôs mudança no formato da capitalização, com R$ 2 bilhões que seriam desembolsados no futuro sendo aportados no curto prazo, sem condicionantes

Foto do author Altamiro Silva Junior
Foto do author Matheus Piovesana
Por Altamiro Silva Junior (Broadcast), Matheus Piovesana (Broadcast) e Marcela Villar

A Americanas fez uma nova reunião com bancos, nesta terça-feira, 10, e manteve a capitalização de R$ 12 bilhões da dívida da empresa, segundo informações divulgadas em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda de acordo com a varejista, ela vai emitir uma nova dívida de R$ 1,875 bilhão para refinanciar parte das dívidas concursais existentes.

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O formato da capitalização, porém, mudou. Antes, a Americanas propunha um aporte de R$ 10 bilhões por parte do trio de acionistas de referência, formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, além de uma possível capitalização de R$ 2 bilhões no futuro, a depender do desempenho financeiro da companhia. Pela proposta feita desta terça, esses R$ 2 bilhões também serão aportados no curto prazo, sem condicionantes.

Em abril, os bancos demandavam que esses R$ 2 bilhões futuros fossem aportados na companhia de imediato, justamente por entender que isso amplia a perspectiva de recuperação dos créditos.

Os R$ 12 bilhões incluem ainda R$ 2 bilhões de um empréstimo debtor-in-possession (feito a empresas em recuperação judicial, e que dá prioridade de recebimento ao credor) realizado pelo trio. Desse montante, a Americanas já recorreu a duas tranches (parcelas) — uma de R$ 1 bilhão e outra de R$ 500 milhões — para manter as operações em funcionamento enquanto o acordo não acontece.

Rombo bilionário nas contas das Lojas Americanas foi revelado em janeiro Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO

Segundo a Americanas, a negociação, que está em fase avançada, ainda continua com a previsão de pagar integralmente as Classes I (trabalhista) e IV (micro e pequenas empresas) da recuperação judicial. Também inclui alternativas de pagamento diferenciado para fornecedores, nos termos do plano de recuperação judicial enviado à Justiça em 20 de março.

“A companhia segue empenhada nas negociações destes termos com seus credores financeiros, em busca de uma solução sustentada que permita a continuidade de suas atividades”, diz a diretora financeira e de relações com investidores, Camille Loyo Faria, no fato relevante à CVM.

A Americanas entrou em recuperação judicial na Justiça do Rio com dívidas de R$ 43 bilhões, após informar uma fraude contábil da ordem de R$ 20 bilhões.

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