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Após três semanas, bancos reabrem na Grécia

Agências ficaram fechadas para evitar quebra do sistema financeiro; controle de transações, porém, continua e bolsa de Atenas permanece fechada

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Por Redação
Atualização:

Os bancos da Grécia reabriram as portas nesta segunda-feira, 20, após permanecerem fechados por três semanas numa tentativa de evitar um colapso do sistema bancário local. No entanto, quase todas as restrições impostas a transações financeiras continuam em vigor, numa demonstração de como o país continua distante da normalidade econômica. A bolsa de Atenas, que não opera desde 29 de junho, permanece fechada.

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A maior parte dos controles de capitais, incluindo limites para saques e transferências, continua vigorando nos bancos gregos. A partir desta segunda-feira, os clientes terão o direito de realizar saques diários no valor de € 60 e saques semanais de € 420.

Os bancos reabertos oferecem apenas serviços básicos, como o pagamento de contas pessoais, que nas últimas semanas só podia ser feito via internet. Os clientes também poderão voltar a acessar valores depositados em cofres, sacar dinheiro sem cartão e depositar cheques, mas não descontar.

O governo grego prevê novas deserções de legisladores à medida que se prepara para submeter ao Parlamento, na quarta-feira, 22, uma segunda rodada de medidas de austeridade que balizam o pacote de resgate que Atenas obteve de seus credores internacionais há uma semana.

A votação pode intensificar as preocupações sobre a estabilidade do governo do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que luta para convencer seu partido, o esquerdista Syriza, a aceitar o acordo fechado com os credores.

A Grécia tem uma dívida de € 4,2 bilhões a saldar hoje com o Banco Central Europeu (BCE). Além disso, o país precisa pagar cerca de€ 2 bilhões em empréstimos atrasados ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo autoridades do Ministério das Finanças grego, esses pagamentos já começaram a ser feitos. 

Na sexta-feira, Atenas garantiu um financiamento de curto prazo de € 7 bilhões do fundo de resgate da União Europeia, conhecido como Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSM, na sigla inglês).

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(Com informações da Reuters e da Dow Jones Newswires)

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