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Brasil terá choque de crescimento em 2024 com reforma tributária e combate às distorções, diz Haddad

Segundo ministro, proposta tem objetivo de gerar superávit até o último ano do mandato

Foto do author Eduardo Laguna
Foto do author Giordanna Neves
Foto do author Francisco Carlos de Assis
Por Eduardo Laguna (Broadcast), Giordanna Neves (Broadcast) e Francisco Carlos de Assis (Broadcast)

SÃO PAULO e BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou nesta terça-feira, 4, confiança na aprovação até o fim do ano das medidas necessárias para o Brasil entrar em 2024 com um “choque de crescimento”, referindo-se ao novo arcabouço fiscal e à reforma tributária.

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Ao participar de fórum do Bradesco BBI, o ministro disse que o objetivo é a aprovação da reforma dos impostos sobre o consumo no Senado até outubro, prometendo mais uma vez uma proposta que não vai acarretar aumento da carga de impostos.

Já do lado das novas regras fiscais, Haddad salientou que a proposta tem o objetivo de gerar superávit primário até o último ano do mandato, com equilíbrio fiscal - ou seja, eliminação do déficit - já em 2024.

“Chegaremos até o fim do ano com as reformas necessárias para o Brasil ter crescimento sustentável a partir do ano que vem”, declarou Haddad. O ministro lembrou que no fim de fevereiro, o governo tomou a medida “dura, mas necessária” de reoneração dos combustíveis, recompondo parte da base fiscal.

Com o combate às distorções tributárias e a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), Haddad disse acreditar que o País chegará em 2024 com um choque de crescimento, projetando também um cenário internacional mais favorável.

“Chegaremos até o fim do ano com as reformas necessárias para o Brasil ter crescimento sustentável a partir do ano que vem”, disse Haddad. Foto: Wilton Junior/Estadão

No anúncio do novo arcabouço fiscal, o ministro informou que o governo vai propor novas medidas para acabar com o que chamou de “jabutis tributários” e garantir de R$ 100 bilhões a R$ 150 bilhões aos cofres públicos.

“Se a política monetária vier ao encontro dos resultados fiscais anunciados, com as bênçãos do Congresso e do Judiciário, vamos chegar ao fim do ano com um ambiente econômico favorável”, assinalou Haddad.

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Haddad aproveitou a plateia de executivos de instituições financeiras para agradecer a compreensão do mercado das medidas que vêm sendo anunciadas desde o início do mandato. O ministro disse ainda que está num momento de ouvir empresários e trabalhadores para acertar o máximo possível e colocar o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável.

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