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Candidatos assumem desgaste com FMI ou culpa pela crise, diz Post

Por Agencia Estado
Atualização:

Os dois candidatos de esquerda que lideram a corrida à presidência - Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes - terão o ônus de chegar a um entendimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou correr o risco de serem acusados pelo colapso da economia do país. É o que diz o jornal The Washington Post, em artigo publicado nesta sexta-feira sobre as declarações de apoio ao Brasil e ao Uruguai pelo FMI e o Tesouro dos Estados Unidos. De acordo com o jornal da capital americana, o porta-voz do FMI, Thomas Dawson, enfatizou que o Brasil receberá ajuda adicional somente se os principais candidatos às eleições presidenciais de outubro atingirem um "entendimento" para seguir políticas abrangentes, as quais os mercados financeiros vejam como críveis e razoáveis. O Post abre o artigo considerando a iniciativa de ontem do FMI e do Tesouro de darem declarações públicas sobre o Brasil como uma tentativa de apagar o incêndio que se alastra pela América do Sul. Ao referir-se à entrevista concedida pelo secretário do Tesouro, Paul O´Neill, o Post observa que o secretário esquivou-se de responder perguntas de jornalistas brasileiros sobre a controvérsia de seus comentários em relação ao Brasil, diante dos investimentos que fez no país durante a época em que ocupava o cargo de diretor-executivo da Alcoa. "Não tenho nada além de um profundo respeito pelo povo no Brasil e pelo lugar do país na economia do mundo", disse O´Neill, segundo o Post. Ao ser novamente pressionado, disse: "Não tenho nada a comentar sobre o que possa ou não ter dito antes". O´Neill esquivou-se também de responder a perguntas sobre se o Brasil encontra-se fortemente endividado, diz o jornal. "Não tenho uma opinião independente sobre a questão", respondeu o secretário americano.

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