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Bastidores do mundo dos negócios

Grupo Paulo Octavio planeja mais quatro shoppings no DF

Primeiro projeto é o Manhattan Shopping, em construção na cidade satélite de Águas Claras

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Por Circe Bonatelli
Shopping Brasília é um dos empreendimentos do Grupo Paulo Octávio Foto: Telmo Ximenes

O Grupo Paulo Octavio, conglomerado imobiliário do Distrito Federal, tem planos ambiciosos para a região. A empresa pretende erguer quatro shoppings nos entornos de Brasília ao longo dos próximos oito anos, totalizando um investimento na casa das centenas de milhões de reais. Quando estiverem prontos, as novas unidades farão a empresa praticamente dobrar de tamanho no setor, conta o diretor de shoppings do grupo, Geraldo Mello.

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Hoje, a companhia tem cinco shoppings no portfólio: Brasília (50% próprio e 50% da Funcef), Terraço (100% próprio), Taguatinga (50% próprio e 50% da JC Gontijo), JK (85% próprio e 15% de pessoa física) e Iguatemi (36% próprio, o restante da Iguatemi). Juntos, os empreendimentos possuem 120 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), com a presença de 750 lojas e vendas anuais de R$ 2,3 bilhões - um nível que já é cerca de 8% maior que no período anterior à chegada da pandemia, demonstrando a recuperação do negócio após o baque do covid.

Os shoppings em operação já estão consolidados e são bastante fortes na preferência dos consumidores, segundo Mello. No entanto, carecem de áreas para expansão, seja por falta de terreno ou por restrições devido ao tombamento dos imóveis. Em paralelo, a demanda por shoppings tem aumentado continuamente na região, o que incentiva as futuras inaugurações. “O Distrito Federal é uma região que cresce sem parar, e os moradores demandam esses tipos de espaço. Estamos olhando as regiões desatendidas. Vamos lá construir shopping e prédios em volta”.

Juntos, os quatro novos shoppings previstos vão agregar mais 100 mil metros quadrados de ABL ao portfólio. Neste momento, um projeto saiu do papel. O Grupo Paulo Octavio está construindo o Manhattan Shopping na cidade satélite de Águas Claras, com entrega prevista para 2025. O shopping terá 8 mil metros quadrados de ABL (pouco maior que um campo de futebol, algo considerado de pequeno porte) e será rodeado por duas torres residenciais e uma comercial. O foco será o público de alta renda. “Será um shopping de luxo. Temos as principais propostas de lojistas na mesa e, até o meio do ano que vem já devemos estar com tudo locado”, diz o diretor.

Mello não revela as localidades exatas dos próximos três empreendimentos. Diz apenas que o alvo são as cidades satélites e que os terrenos já estão garantidos. “O projeto mais avançado vai ter ABL média e vai ficar em uma zona muito adensada. Outro vai ser em local mais afastado, com ABL grande e foco em classes B e C, tendo supermercado como âncora”, limita-se a contar.

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A fonte de recursos para os investimentos será uma combinação entre o caixa próprio e de parceiros. O Grupo Paulo Octávio também atua na comercialização de salas comerciais e apartamentos, sendo que alguns terrenos e outros imóveis podem ser vendidos para ganho de liquidez. A companhia não considera abrir um fundo, nem atrair investidores financeiros, relata o diretor. “O grupo não tem essa característica de muitas operações financeiras ou de ir para a Bolsa. Somos um grupo mais baseado em capital próprio e com características simples de gestão. Investimos o próprio dinheiro”, afirma Mello.

Além do setor imobiliário, o grupo é dono da Bali, rede de concessionária de veículos Fiat e Jeep; atua na área de corretagem de seguros e geração de energia fotovoltaica. O fundador do grupo é o megaempresário Paulo Octávio, que também já governou o Distrito Federal. Em 2010, ele renunciou ao cargo após ser alvo da Operação Pandora. Em 2014, chegou a ser preso. Em 2022, ele disputou o governo do Distrito Federal, mas teve apenas 123 mil votos e não se elegeu novamente. Atualmente, preside o PSD local.

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