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Percepção de risco antes da PEC da Transição derruba Bolsa e faz dólar acelerar 1,55%

Bolsa Família deve ficar fora do teto de gastos, mas o período não será determinado

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Por Redação
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O mercado doméstico adotou cautela mais uma vez, reagindo com apreensão à falta de detalhes e a ruídos envolvendo a PEC da Transição de governo. A expectativa é de que uma proposta seja apresentada daqui ainda nesta quarta-feira, 16, pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), ao relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

O dólar à vista subiu aos R$ 5,3817, valorização de 1,55%. E a Bolsa terminou em queda de 2,58%, aos 110.243,33 pontos, tendo inclusive perdido o suporte psicológico dos 110 mil pontos durante a sessão. Na decomposição do índice, somente 8 dos 92 papéis subiram. A cena externa também não ajudou na tomada de risco. O mercado externo optou por posição mais conservadora ante a escalada das tensões geopolíticas, após o incidente com mísseis na Polônia. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,83% e o Nasdaq recuou 1,54%.

B3, a Bolsa de Valores de São Paulo Foto: Daniel Teixeira/Estadão

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Haverá uma coletiva às 20h com os dois, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), indicado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para liderar as discussões orçamentárias. Mas pouco se tem de detalhamento até o momento.

O Bolsa Família deve ficar fora do teto de gastos, mas o período não será determinado. Os valores de gastos extrateto devem ficar na ordem de R$ 175 bilhões, mas isso não estará inscrito na PEC. A expectativa do governo eleito é que, retirando o que já está carimbado para gastos sociais no Orçamento do ano que vem, sobre espaço para retomada de programas como o Minha Casa Minha Vida dentro do teto. Mas como todo o processo dependerá ainda de discussões com o Congresso, o mercado põe no preço as chances de o texto trazer ainda mais incerteza à cena fiscal em 2023.

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