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Setor de seguros avança com o Open Insurance; leia artigo

Ecossistema ampliará a competitividade no setor, que hoje conta com 160 seguradoras e 140 resseguradoras

Por Alexandre Leal e Dyogo Oliveira
Atualização:

O setor segurador brasileiro passa por um momento de transformação e expectativa com o avanço do programa Open Insurance (Opin). A sua implementação tem sido positiva e, em junho, completamos a primeira fase. Nenhum país conta com um programa tão amplo e inovador.

O Opin é um ambiente digital em que 65 empresas seguradoras participantes disponibilizaram informações sobre produtos oferecidos para comercialização e canais de atendimento (fase 1); dados cadastrais e de movimentações de clientes e seus representantes (pagamento de prêmios, recebimento de indenizações, aportes e resgates realizados, por exemplo), quando por eles autorizados (fase 2); e a possibilidade de contratação propriamente dita de seguros, solicitação de indenizações e portabilidade de previdência, entre outras movimentações (fase 3).

Opin é um ambiente digital em que 65 empresas seguradoras participantes disponibilizaram informações sobre produtos oferecidos para comercialização e canais de atendimento Foto: Steve Marcus/Reuters

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Esse ecossistema ampliará a competitividade no setor que hoje conta com 160 seguradoras e 140 resseguradoras no País. Os consumidores terão uma forma padronizada de compartilhar suas informações com seguradoras, entidades abertas de previdência e empresas de capitalização, permitindo a formulação de propostas mais adequadas às suas necessidades. As empresas terão um novo canal de distribuição e a possibilidade de desenvolvimento de produtos próprios para o meio digital. Teremos uma indústria mais dinâmica e um ambiente propício ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços com custos menores para o segurado.

O sucesso do Opin depende do empenho dos participantes do mercado, assim como do órgão regulador, e pequenos ajustes são necessários para avançar com segurança e objetividade. Entre eles estão a exclusão dos ramos de grandes riscos. São seguros voltados para setores como energia nuclear, petróleo, mineração e outros dominados por empresas muito grandes e que não necessitam desse tipo de ambiente digital para contratar seguros, até porque já têm acesso direto às seguradoras por outros meios. São ramos em que são realizados poucos negócios de alto valor. Seria enorme desperdício de tempo e recursos desenvolver plataformas tecnológicas que custam milhões de reais para ninguém usar. Também é necessária a ampliação de alguns poucos meses do cronograma de implementação do Opin para que ajustes sejam feitos.

Entendemos, também, a importância de rediscutir o papel a ser desempenhado pelas Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguros e eventuais sobreposições com a atividade do corretor de seguros. Com esses ajustes, o Opin será um grande sucesso no mercado de seguros do Brasil. / RESPECTIVAMENTE, PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SEGURADORAS (CNSEG), FOI MINISTRO DO PLANEJAMENTO E PRESIDENTE DO BNDES; E DIRETOR TÉCNICO E DE ESTUDOS DA CNSEG

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