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Fundo Cerberus vai a Brasília discutir plano alternativo para Oi

Proposta deverá incluir uma injeção de capital até R$ 7 bilhões; gestora terá conversas com governo e BNDES

Por Mariana Sallowicz e Monica Ciarelli (Broadcast)
Atualização:

Um executivo da gestora americana, representada no Brasil pela RK Partners, de Ricardo Knoepflelmacher, conhecido como Ricardo K., irá a Brasília hoje fazer uma rodada de apresentações do plano de reestruturação alternativa à tele, que deve incluir a injeção de cerca de R$ 7 bilhões em dinheiro novo.

Ricardo K. estará ao lado de Steven Mayer, um dos principais executivos do fundo, após ter trabalhado durante meses na proposta. Hoje, as reuniões serão com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI). No dia seguinte, os encontros serão no Rio, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Gestora terá conversas com governo e BNDES Foto: Paulo Vitor/Estadão

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A ideia, após essa rodada de conversas com o governo, é apresentar a proposta oficialmente para a Oi, o que pode ocorrer amanhã, dizem fontes.

Proposta. A princípio, a oferta está pronta, mas após as conversas é possível fazer alguns ajustes. “Não é uma proposta que vai agradar todo mundo, será preciso um esforço dos credores, dos acionistas e do governo para que ela funcione”, afirmou a fonte. Com a rodada de apresentações, o fundo busca garantir que a sua proposta será levada para a avaliação dos credores.

Além da dívida de R$ 65 bilhões, o Cerberus calcula uma dívida potencial, que são tributárias, de R$ 30 bilhões. Sobre a proposta, o presidente da Oi, Marco Schroeder, afirmou que ainda não tem conhecimento dela, mas reconheceu a sua importância. “É muito positivo que potenciais investidores reconheçam o valor da Oi.”

Sobre as contingências tributárias, Schroeder afirmou que todas estão reportadas em balanço de forma transparente. “Segundo pareceres dos nossos advogados, estas contingências têm baixa probabilidade de se transformar em perda. Estão em discussão judicial.”

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