Governo central registra déficit de R$ 45,2 bilhões em junho

Receitas no mês passado tiveram queda real de 22,2% em relação ao mesmo período de 2022

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Foto do author Amanda Pupo
Por Eduardo Rodrigues e Amanda Pupo (Broadcast)

BRASÍLIA - As contas do governo central registraram déficit primário em junho. No mês passado, a diferença entre as receitas e as despesas ficou negativa em R$ 45,223 bilhões. O resultado sucedeu o déficit de R$ 45,014 bilhões em maio.

O saldo — que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — foi o pior desempenho para o mês desde 2021, quando registrou déficit de 73,474 bilhões, em valores nominais. Em junho de 2022, o resultado havia sido positivo em R$ 14,588 bilhões.

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O resultado do mês passado ficou próximo das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um saldo negativo de R$ 45,30 bilhões, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast. O dado de junho ficou no intervalo das estimativas, que eram de déficit de R$ 52,90 bilhões a R$ 33,20 bilhões.

No acumulado do primeiro semestre do ano, o governo central registrou déficit de R$ 42,509 bilhões, o pior resultado desde 2021. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 54,293 bilhões.

Contas reúnem saldo de Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social Foto: Marcos Santos / USP

Em junho, as receitas tiveram queda real de 22,2% em relação à igual mês do ano passado. No acumulado do ano, houve baixa de 5,1%. Já as despesas subiram 4,9% em junho, já descontada a inflação. No acumulado de 2023, a variação foi positiva em 5,1%.

Em 12 meses até junho, o governo central apresenta um déficit de R$ 41,5 bilhões — equivalente a 0,41% do PIB. A meta fiscal para 2023 admite um rombo primário de até R$ 238,2 bilhões. No último Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, publicado na semana passada, o Ministério do Planejamento e Orçamento estimou um resultado deficitário de R$ 145,4 bilhões nas contas deste ano, equivalentes a 1,4% do PIB. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu na quarta-feira que o governo ainda mira um déficit de 1,0% do PIB em 2023.

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