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Ibovespa fecha em alta com esperança por ação do FMI

Por ROBERTA VILAS BOAS

A Bovespa emendou a terceira alta seguida nesta quarta-feira, com investidores animados com a chance de o Fundo Monetário Internacional (FMI) levantar novos recursos para a Europa. O Ibovespa subiu 1,78 por cento, a 61.722 pontos, a maior marca desde 7 de julho de 2011, quando fechou em 62.207 pontos. O giro financeiro desta sessão foi 7,2 bilhões de reais. Em Nova York, os índices também operavam em alta, com o Dow Jones subindo 0,7 por cento às 18h33, e o S&P 500 valorizando 1,02 por cento. Fontes do Fundo Monetário Internacional (FMI) informaram que a organização estima ter que levantar até 600 bilhões de dólares em novos recursos para emprestar a países que estejam em dificuldade por causa dos efeitos da crise de dívida da zona do euro. "A notícia sobre o FMI animou os mercados", disse o analista William Alves, da XP Investimentos. "E teve também os leilões de títulos, principalmente Portugal, que foi positivo", completou. O país vendeu 2,5 bilhões de euros em títulos do Tesouro nesta quarta-feira, a rendimentos menores, embora não muito longe das máximas históricas. No Ibovespa, Braskem foi a maior alta, com ganhos de 7,06 por cento, a 14,10 reais. Alves lembrou que o papel foi muito penalizado com as preocupações sobre a economia mundial, já que a empresa depende muito dos mercados externos, e qualquer sinal de melhora promove uma recuperação. Entre os setores, o destaque positivo foi petróleo e gás. OGX registrou alta de 4,13 por cento, a 15,89 reais, enquanto a preferencial da Petrobras valorizou 2,39 por cento, a 24,37 reais. Em mineração, a preferencial da Vale subiu 0,54 por cento, a 41,13 reais, e o papel da MMX teve valorização de 5,82 por cento, a 7,45 reais. Na outra ponta, construção civil foi um dos setores mais pressionados, com Brookfield encerrando em baixa de 0,88 por cento, a 5,62 reais, e Cyrela recuando 0,2 por cento, a 15,07 reais. CCR caiu 1,03 por cento, a 11,52 reais, após a empresa ser batida pela a Ecorodovias, que no leilão de concessão do trecho capixaba da BR-101 ofereceu a menor tarifa de pedágio, de 0,03391 real por quilômetro. A ação dessa última perdeu 5,16 por cento, a 12,13 reais.

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