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Líder do governo diz que mudar presidente da Petrobras é ‘rotina’ e lembra trocas sob Bolsonaro

Segundo o deputado José Guimarães, Lula herdou ‘herança maldita na Petrobras’ do governo anterior; sob Bolsonaro, estatal teve quatro presidentes em quatro anos de gestão

Foto do author Iander Porcella
Por Iander Porcella (Broadcast) e Victor Ohana (Broadcast)
Atualização:

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que mudar o presidente da Petrobras “faz parte da rotina” e citou as trocas que ocorreram na gestão de Jair Bolsonaro (PL), ao defender a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tirar Jean Paul Prates do comando da estatal.

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“Estamos com uma herança maldita na Petrobras, que vem do governo anterior. Aliás, o presidente deles (Bolsonaro) demitiu o presidente da Petrobras em um ano três vezes. Qual é o problema nisso? Era só gasolina a R$ 10 e por aí vai”, disse o parlamentar na noite desta terça-feira, 14, no plenário da Câmara, durante votação de projetos de lei.

“Essa é a herança de vossas excelências quando governaram a Petrobras, porque não tinha nenhum presidente que durasse um ano. Foi seis meses, tira um, bota outro. Portanto, faz parte da rotina. É o presidente que tem o poder de demitir e nomear”, emendou Guimarães, com críticas à oposição.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, para o lugar de Prates Lula indicou Magda Chambriard, ex-diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante o governo de Dilma Rousseff.

Segundo José Guimarães, Lula tem o 'poder de demitir e nomear' presidente da Petrobras Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Petista neófito (Prates ingressou no partido em 2013) e com experiência no setor de petróleo, o ex-senador assumiu a Petrobras no novo governo Lula com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Durante sua gestão, contudo, teve embates com os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil).

A demissão de Prates entrou no radar da política após ele ser criticado internamente no governo por defender que a Petrobras distribuísse aos acionistas 50% dos dividendos extraordinários. Essa medida, defendida também pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acabou aprovada pela estatal no fim daquele mês, mas a crise deixou Prates desgastado.

Durante o governo Bolsonaro, a Petrobras foi presidida, em ordem cronológica, por Roberto Castello Branco (de janeiro de 2019 a abril de 2021), Joaquim Silva e Luna (de abril de 2021 a abril de 2022), José Mauro Ferreira Coelho (de abril de 2022 a junho de 2022) e Caio Paes de Andrade (de junho de 2022 até o fim da gestão).

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