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ONS diz que setor elétrico depende das chuvas de fevereiro

Órgão diz que não há muito mais margem de manobra para garantir abastecimento de energia em caso de escassez de chuvas; no Sudeste, deve chover metade da média histórica em fevereiro

Por Marcelle Gutierrez e
Atualização:
Reservatório de Funil, em Itatiaia, no Sul do Estado do Rio de Janeiro, atingiu o nível mais baixo desde 1969 Foto: Marcos de Paula/Estadão

O diretor geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que o órgão não tem muito mais margem de manobra para garantir o abastecimento de energia em caso de escassez de chuvas. "É um desafio mesmo, porque não tem margem. Só uma medida ou outra. O grande vilão agora é a chuva", disse.

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Chipp diz que é preciso aguardar o mês de fevereiro, um dos mais chuvosos tradicionalmente, para saber como ficará o nível dos reservatórios e tomar alguma nova medida. Embora não use a palavra racionamento, ele admitiu que a demora para agir pode levar a cortes mais drásticos.

"Quanto mais você espera, aumenta o corte. Se você tomar antes diminui o corte, mas corre o risco de chover. É muito difícil esse "trade off" (escolha)", disse.

A previsão de chuvas para a região Sudeste no mês de fevereiro é de 52% da média de longo termo (MLT), de acordo com resultado preliminar da energia natural afluente (ENA), elaborado pelo ONS.

Para a região Nordeste, a previsão é de 18% da média e para o Norte de 76%. A região Sul tem uma afluência prevista de 126% do MLT para o próximo mês.

O resultado preliminar do ONS também revela que no acumulado de janeiro o resultado da energia natural afluente ficou em 39% da média de longo prazo no Sudeste, 26% no Nordeste, 61% no Norte e em 207% no Sul.

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