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Produtores de orgânicos viraram a chave na pandemia

Fornecedor antes especializado nas maiores grifes da gastronomia, como D.O.M. e Fasano, passou a vender para o mercado residencial

Foto do author Fernanda Guimarães
Por Fernanda Guimarães
Atualização:

No mercado há 25 anos, Deborah Orr, da DRO Ervas e Flores, sempre teve foco no fornecimento de produtos orgânicos para hotéis e restaurantes, dentre eles os mais badalados, como D.O.M., Fasano e A Casa do Porco. Além de entregar verduras, legumes e frutas orgânicas, ela se especializou nas “Pancs” – plantas comestíveis não convencionais, como as flores que enfeitavam e davam sabor aos pratos de grandes chefs.

Com a pandemia, no entanto, os pedidos de restaurantes despencaram, visto que o segmento foi um dos mais afetados pela crise sanitária, pois teve de passar boa parte de 2020 de portas fechadas. Esse foi o empurrão para que a produtora passasse a atender pessoas físicas pela primeira vez.

Deborah, da DRO, faz 70 entregas por dia Foto: Denny Cesare/Estadão

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“Sempre trabalhamos com a alta gastronomia, até a chegada da pandemia. Quando os hotéis e restaurantes fecharam, tivemos que migrar para as pessoas físicas para sobreviver”, diz Deborah. Hoje são feitas 70 entregas por dia, e a DRO atende a 18 municípios, área que vem se expandindo desde o ano passado. A propriedade está localizada em Cerquilho, a 143 km da capital paulista. 

A logística, segundo ela, é a parte mais complicada dessa expansão. Para realizar entregas, a empresa tem 23 veículos refrigerados. O tipo de produto vendido às pessoas físicas é o mesmo que o enviado antes aos restaurantes. A salada, por exemplo, chega higienizada e inclui itens como legumes de cores diferentes das tradicionais, como beterraba amarela e rabanete melancia, por exemplo, além de flores comestíveis. As cestas custam de R$ 80 a R$ 160.

Alternativa

Outra empresa que cresceu fortemente durante a pandemia foi A Tal da Castanha – reinventando e expandindo um negócio de família. A marca de leite vegetal foi fundada pelos irmãos Felipe e Rodrigo Carvalho, herdeiros de uma das principais exportadoras de castanha de caju do mundo, a Amêndoas do Brasil. Para Rodrigo, a “onda saudável” veio para ficar: “A pandemia forçou as pessoas a ter um olhar mais cuidadoso. E o impacto com o meio ambiente tem pesado muito. O assunto ganhou relevância.”

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