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Petrobras: sonda é retirada da região da foz do Amazonas e levada para o Rio de Janeiro

Estatal teve licenciamento para exploração de petróleo no local negado pelo Ibama no mês passado; gasto diário com manutenção de equipamento na região era de US$ 1 milhão

Por Denise Luna (Broadcast)

RIO - A Petrobras iniciou, nesta segunda-feira, 5, a navegação do navio sonda NS 42, que estava na bacia Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, a cerca de 175 km da costa do Amapá, segundo a estatal. Em relação à foz do rio Amazonas, o equipamento estava a 500 quilômetros de distância, ressaltou a companhia. A Petrobras teve o licenciamento para exploração no local negado pelo Ibama em meados de maio.

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Segundo a estatal, a embarcação foi desmobilizada em função do indeferimento do processo de licenciamento ambiental do bloco, e será destinada a atividades da companhia na bacia de Campos, na Região Sudeste, como já havia antecipado ao Estadão/Broadcast o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. A sonda deve chegar à bacia de Campos até o final deste mês.

Após a negativa do órgão ambiental, a Petrobras entrou com pedido de reconsideração da decisão, mas decidiu evitar mais gastos com a operação. Estimativa da consultoria Wood Mackenzie, afirma que a Petrobras gasta US$ 1 milhão por dia de espera pelo aval para perfurar.

Pedido da Petrobras para extrair óleo no mar da região Norte do Brasil foi negado pelo Ibama Foto: REUTERS/Sergio Moraes

A sonda agora será mobilizada em ações pontuais na bacia de Campos, enquanto a Petrobras aguarda o posicionamento do Ibama em relação ao pedido de reconsideração feito pela companhia em 25 de maio.

“A Petrobras reitera que todos os recursos mobilizados no Amapá e no Pará para realização da Avaliação Pré-Operacional (simulado para testar os planos de resposta à emergência) foram viabilizados estritamente em atendimento a decisões e aprovações do Ibama, conforme registrado em autos públicos, seguindo as balizas legais e normativas vigentes”, afirmou a petroleira.

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