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Análise: Próxima gestão do Inep deve trabalhar com servidores

'Órgão tem missão de gerir sistema que vai além das avaliações'

Por DANIEL CARA
Atualização:
José Francisco Soares assumiu o Inep em fevereiro de 2014, nomeado pelo ex-ministro da Educação Henrique Paim, e ficou dois anos à frente do cargo Foto: André Dusek/Estadão

O Inep ganhou nova importância após a sanção do Plano Nacional da Educação (PNE). Nos últimos anos, sua principal tarefa foi realizar avaliações de aprendizagem (elaboração e aplicação de provas nacionais e a divulgação dos resultados). Produzir estudos e pesquisas ficou secundarizado. 

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Com o plano, o órgão tem a missão de propor e gerir um sistema que vai além das avaliações. Agora é preciso também avaliar as condições de oferta da educação. Ademais, deve produzir estudos sobre o cumprimento das metas do PNE.

Chico Soares é uma das principais cabeças sobre avaliação da educação no Brasil. Porém, sua visão não é consensual. E ele não soube negociar com os servidores uma agenda comum. Como legado, fica sua colaboração na contextualização dos resultados das avaliações de larga escala.

O novo presidente precisa trabalhar com os servidores. Além de estabelecer calendário de divulgação dos dados e microdados das avaliações e retomar a produção de estudos e pesquisas. Só assim, o Inep responderá às demandas do PNE.

DANIEL CARA É COORDENADOR DA CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO

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