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Colégio Humboldt trabalha comunicação não violenta para conexão de professores e alunos na volta às aulas

Por Colégio Humboldt
Atualização:

Técnica tem o objetivo de resolver conflitos e gerar empatia; no dia a dia escolar, pode melhorar a comunicação com jovens e relacionamento institucional com famílias e entre equipes  

 

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O Colégio Humboldt, instituição bilíngue e multicultural (português/alemão) localizada em Interlagos (SP), preparou seus educadores e corpo administrativo para a volta às aulas com uma formação em Comunicação Não Violenta. O objetivo é compreender e atender cada vez mais as necessidades dos estudantes e promover o envolvimento das famílias na rotina escolar.

De acordo com Viviane F. Gonçalves, analista de Recursos Humanos do Colégio Humboldt, a Comunicação Não Violenta, conhecida como CNV, é uma forte ferramenta de comunicação e de gestão de conflitos. "Oferece caminhos para nos relacionarmos com nossos sentimentos e também, recursos para lidarmos com os sentimentos e necessidade do outro, possibilitando assim, melhora nas relações humanas, bem como na forma de como vemos o mundo", analisa.

CNV no ambiente escolar

Na sala de aula, a formação pode ajudar os educadores na interação com os estudantes, na prevenção de desavenças, no acolhimento de novos alunos e na garantia de uma boa comunicação com as famílias.

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"Na dinâmica em sala de aula, o objetivo é aumentar a compreensão de forma que amplie a conexão das pessoas, entre professor e aluno, entre pares", avalia Radharani Soares, orientadora educacional do Ensino Fundamental II do Colégio Humboldt. "Quando falamos em CNV, estamos nos referindo ao aumento das informações que uma pessoa tem sobre você ou determinada situação a fim de levá-la a compreender e se conscientizar do que está acontecendo e de que forma ela pode agir para melhorar esse cenário", diz. "Se tivermos uma boa comunicação, talvez nem tenhamos um conflito. Mas se tivermos um conflito, será mais fácil de solucionar", frisa Radharani.

Para os primeiros dias de aula, a profissional elenca algumas dicas que podem ajudar em algumas situações:

- Acolhimento de estudantes novos por alunos veteranos: "Passamos para os jovens a importância de acolher quem chega para estudar no colégio, da necessidade de companhia e segurança, que é normal em um ambiente novo, além do compromisso e da preocupação com o outro. Aumentamos as chances de prevenir essas questões".

- Organização da sala de aula: "Para organizar a sala, os professores contam com o compartilhamento de tarefas com os alunos. Muitos estão dispostos a colaborar com esse bem comum, mas outros, acham super chato. Faz muito mais sentido para o estudante, quando explicamos a necessidade do espaço que todos da sala querem usufruir e também, como o professor vai ficar satisfeito se esse combinado for feito, ao invés de impor. Quando existe uma necessidade, que a sala não tenha lixo no chão para não obstruir a passagem, ou, que a lousa seja apagada, existe um porquê para que todos convivam em um lugar acolhedor, organizado e confortável".

- Compromisso dos alunos em fazer as tarefas, em questionar quando tiver dúvidas: "É comum alunos sentirem a preocupação dos professores como perseguição. Mas, eles estão preocupados com a aprendizagem e desenvolvimento dos jovens. No momento em que conseguimos comunicar com transparência o sentimento do professor em relação ao estudante, constatamos que é algo genuíno. Assim, o aluno pode compartilhar suas necessidades também".

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- Compartilhamento do mesmo objetivo com as famílias: "Nós estamos alinhados às famílias em sempre querer o melhor para os estudantes. Mas muitas vezes, existe uma falta de compreensão de um lado para o outro e vice-versa. Por exemplo: pais e mães vão buscar o melhor daquela criança ou adolescente, mas a partir do contexto familiar. No colégio, existem outras necessidades, como as coletivas, e é preciso um outro olhar: avaliar o aluno no grupo. A CNV pode ajudar nessa comunicação que tem o mesmo objetivo, mas com diferentes pontos de vista e diferentes necessidades, sejam elas individuais e coletivas".

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