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Qualificação profissional no Brasil pode suprir falta de mão de obra na Alemanha

Por Colégio Humboldt
Atualização:

De acordo com uma pesquisa da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHT), cerca de 56% das companhias sofrem falta de pessoal, um dos maiores riscos para as empresas alemãs atualmente; por meio do ensino da língua alemã e cursos preparatórios, colégio paulistano bilíngue português-alemão oferece oportunidades de estudo no exterior, intercâmbio cultural e de carreira internacional

 

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É fato que o país da Europa vive escassez de trabalhadores capacitados e falta de pessoas para setores específicos. São mais postos que o número de profissionais aptos ou dispostos a trabalhar. Hoje, existem cerca de 1,7 milhão de vagas por lá e em 2035, a cifra poderá chegar a 7 milhões. Um dos motivos é o envelhecimento da população alemã e a baixa taxa de natalidade.

A Alemanha busca profissionais com curso superior ou ensino técnico. Um novo estudo do Instituto Econômico Alemão revelou que em 2022, mais de 630 mil vagas para trabalhadores não puderam ser preenchidas por falta de candidatos capacitados. Em áreas como saúde e educação, até 60% dos postos ficaram abertos. De acordo com a Agência Federal de Emprego, 2022 registrou escassez em 200 das cerca de 1.200 profissões avaliadas. Em um ano, o número de profissões afetadas aumentou 25%. Atento a esse cenário, o Colégio Humboldt, bilíngue português/alemão de São Paulo, oferece a qualificação necessária e caminhos para que o estudante trilhe sua profissão naquele país.

Um dos grandes atrativos do Humboldt é o ensino do idioma, no qual os alunos entram em contato com o alemão desde cedo. Não é de hoje que pesquisas reforçam os inúmeros benefícios em aprender um segundo idioma na primeira infância. Um jovem habilitado na língua alemã está apto para o Abitur, curso certificado pelo governo alemão oferecido pelo Colégio que abre portas para ingresso em universidades alemãs. É uma formação que ocorre em dois anos. Ainda, o domínio do idioma possibilita cursar a Formação Profissional Dual, modalidade de ensino técnico que o Colégio Humboldt oferece desde 1982 para os estudantes ingressarem no mercado de trabalho, com um treinamento acadêmico combinado a um estágio rotativo em empresas parceiras, para que passem por vários departamentos de uma empresa. De acordo com a professora Corinna Grünner, coordenadora da Formação Dual no Colégio Humboldt, uma pesquisa interna realizada em 2017/2018 indicava que 8% dos formandos da modalidade teriam ido para Alemanha diretamente após o Dual.

"Hoje, certamente, são muitos que trabalham não só na Alemanha, mas por todos os continentes e em posições altas nas empresas", salienta. "Há alguns caminhos que os estudantes percorrem para estar na Alemanha após o Dual, como estudar fora daquele país diretamente depois da formação; trabalhar diretamente na Alemanha; e, depois de alguns anos ser transferido para a Alemanha ou outro país por meio da empresa que fizeram a formação".

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O Studienkolleg, também uma possibilidade que o Humboldt oferece, é um curso preparatório com duração de seis meses a um ano, realizado na Alemanha e destinado para estrangeiros que querem estudar naquele país, mas não possuem o Abitur. Ou seja, mais uma oportunidade de qualificação que as companhias alemãs buscam. Outra pesquisa interna do Humboldt contabilizou que, por ano, uma média de 12 alunos por Abitur vão para Alemanha para estudar e uma média de dois a três alunos do currículo bilíngue vão para o Studienkolleg. "O conhecimento em língua alemã adquirido pelos alunos no Humboldt faz com que eles estejam habilitados a realizar esse curso. As aulas dão ênfase a disciplinas específicas, focadas na graduação desejada e no final, uma prova é prestada para avaliar o cumprimento das exigências das instituições de ensino superior alemãs", explica Mathias Rempel, professor de Filosofia e História e responsável pelo Studienkolleg do Colégio.

Ex-alunos na Alemanha

A ex-aluna do Colégio Humboldt, Bianca Bonin de Almeida, 22 anos, é um exemplo de como as vagas no mercado de trabalho alemão podem abrir portas para brasileiros. Sua trajetória foi traçada quando entrou no Humboldt, em 2015 no 9º ano, até sua formação no sistema Dual em 2020. "Estudei no Colégio porque sempre quis vir, foi um trampolim, já que o Humboldt prepara tão bem para isso. Durante o processo seletivo da empresa para me trazer, a língua foi fator decisivo. English ist ein muss, Deutsch ist ein Plus (inglês é obrigatório, alemão é uma vantagem)," afirma. Ela mora na Alemanha desde agosto de 2022 com visto de trabalho por meio da empresa que a selecionou na Formação Dual. "A ideia de vir pra cá sempre foi de fazer carreira, além dos quatro idiomas que eu falo, que me dão muita oportunidade e vantagem em relação ao mercado". Trabalhando há quatro anos na companhia Kuehne+Nagel, Bianca iniciou como estagiária, foi efetivada e transferida para a Alemanha como Especialista de Customer Care e operação. "Fui chamada para cá porque a mão de obra brasileira na área do Comex é muito valorizada aqui".

Raquel Toneto Mourão, 22 anos, estudou no Humboldt de 2008 a 2018 e mora há quatro anos na Alemanha. Hoje ela é estagiária há pouco mais de um ano na Mercedes-Benz.io, subsidiária da montadora focada em desenvolver soluções tecnológicas como o E-commerce e os aplicativos. "Não me imaginava saindo do Brasil para estudar, mas tive professores de alemão que me incentivaram muito a tentar a graduação na Alemanha e sou muito feliz de ter feito essa escolha", avalia. Raquel cursou o Studienkolleg e depois se mudou para Karlsruhe, cidade na qual cursa bacharelado em Engenharia de Produção no Karlsruher Institut für Technologie (KIT). "O país oferece muitas oportunidades boas e há uma demanda por profissionais qualificados. Como estudante, vejo muitas ofertas de emprego para estágios em grandes empresas alemãs e vagas para auxiliar em pesquisas na universidade".

Um ano após concluir a Formação Dual em 1999, Same Mehmari, 44 anos, foi contratado pela Bayer. Ele estudou desde a Educação Infantil no Humboldt e já havia se graduado e pós-graduado no Brasil quando surgiu o posto de trabalho no país europeu. "O Humboldt foi fundamental para que eu me ambientasse na cultura alemã, aprendesse o idioma e para que me despertasse o interesse em conhecer um país tão rico culturalmente e historicamente", afirma. "Já são mais de 23 anos trabalhando na Bayer e 7 anos morando em Berlim. Minha ida e da minha família para a Alemanha foi baseada em me desenvolver em novas funções globais na sede da Bayer em Berlim, na divisão farmacêutica, e seguir aprimorando minha carreira, principalmente em TI", adiciona. Hoje, Same é Digital Lead para Operações Comerciais na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África).

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