Corinthians e Palmeiras tomam diferentes estratégias para preservação antes da Copa do Brasil

Dérbi paulista inicia disputa das oitavas de final, na quarta-feira, na Neo Química Arena

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Foto do autor Leonardo Catto

Corinthians e Palmeiras podem não falar publicamente, mas jogaram neste fim de semana pelo Brasileirão com a cabeça já na Copa do Brasil, pela qual se enfrentam na quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena. Foi o que indicaram os times mandados a campo e as estratégias adotadas nos compromissos deste sábado.

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A escalação de Dorival Júnior para enfrentar o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio, era direta: titulares poupados. A equipe se postou durante todo o primeiro tempo no campo de defesa, sendo amassada pela equipe da casa.

A primeira etapa terminou somente 1 a 0, mais por demérito do time de Davide Ancelotti, que perdeu chances de ampliar. O intervalo foi crucial para o Corinthians, que voltou com quatro mudanças no time.

Entraram Matheuzinho, Breno Bidon, Memphis Depay e Yuri Alberto. Foi uma aposta arriscada de Dorival, que precisava do resultado, mas correndo o risco de desgastar seus principais jogadores, ou até os perder por possíveis lesões.

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Titulares de Corinthians e Palmeiras, Memphis começou no banco contra o Botafogo, enquanto Giay atuou por 90 minutos contra o Grêmio. Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Yuri retornou dois meses após ter sofrido uma fratura na coluna. Não há indicativo de que ele será titular contra o Palmeiras, na quarta-feira.

“O Yuri estava havia dois meses parado. Dificilmente, ele suportaria 90 minutos. Talvez, esse esgotamento que ele alcançasse se jogasse 60 ou 70 minutos, faria falta no jogo de quarta-feira. A previsão era não iniciar com o Yuri, dando-lhe a possibilidade de meio tempo”, explicou Dorival, que justificou outras preservações por causa da partida ogo contra o Ceará, no meio da semana.

Já o Palmeiras foi a campo com força máxima e demonstrou ímpeto inicial bem diferente da ideia de poupar esforço. Facundo Torres abriu o placar com apenas dois minutos.

Entretanto, o que seguiu em seguida foi um pé no freio. O time cadenciou a partida, ainda que tenha tido chances de ampliar. A equipe passou a entregar a bola para o Grêmio, que pouco fazia. O gol de Torres deu ao Palmeiras o luxo de administrar o resultado por quase todo o jogo.

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“De modo geral, entramos muito bem, depois acaba por ser normal, a energia vai se perdendo, as decisões vão sendo não tão boas. Na segunda parte, acho que ficou bem evidente erros de passe, difícil dominar a bola, parece que está sempre a quicar no chão. Vitória justa e seguimos na competição”, avaliou o técnico Abel Ferreira.

As críticas ao gramado não foram o único “momento ácido” do treinador. Ao apito final, mesmo com a vitória, o técnico deixou o campo irritado e chegou a chutar um microfone que captava o som ambiente para a transmissão televisiva.

Em uma das respostas na entrevista coletiva, Abel justificou o descontentamento. “Acho que entramos muito forte. Depois do gol, conseguimos fazer a posse de bola, mas sem ser agressivo, sem continuar a atacar. Gosto da posse com intencionalidade. A partir dos 25 minutos da segunda parte fomos passivos. Não é esse meu estilo de jogo”, disse. Ainda que Abel reclame, o ritmo menor é de menos desgaste diante do pouco tempo até o próximo compromisso.

O dérbi paulista já teve quatro edições neste ano, três pelo Paulistão (sendo dois os jogos das finais) e uma pelo Brasileirão. Até aqui, foram uma vitória de cada e dois empates. Em novo momento, Corinthians e Palmeiras duelam em mais duas partidas. O clássico, contudo, já começou fora de campo.

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