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Guardiola quer disputar uma Copa e diz que pressão é natural, como era com Pelé, Romário e Neymar

Treinador espanhol revela desejo de treinar uma seleção em um Mundial e usa craques brasileiros como exemplos ao comentar cobranças por títulos no comando do Manchester City

Por Estadão Conteúdo
Atualização:

Considerado por muitos como o melhor técnico do mundo na atualidade, Pep Guardiola dá sinais de mudança em sua vitoriosa carreira. O próximo passo continua ligado à função de treinador, mas ele expõe um novo projeto: comandar uma seleção. A explicação para essa mudança de rota é o desejo de disputar uma Copa do Mundo. Em entrevista à ESPN, o técnico do Manchester City conversou sobre a vontade de viver uma nova experiência e isso inclui o projeto de dirigir uma seleção, algo ainda inédito desde que tornou-se treinador.

“Não sei quem me quer. Para trabalhar em uma seleção, é preciso que ela te queira, como os clubes. Gostaria de vivenciar isso. Não sei quando, se daqui a cinco, dez, 15 anos, mas gostaria de disputar uma Copa do Mundo”, afirmou o treinador.

Pep Guardiola revelou desejo de treinar seleção em uma Copa do Mundo.  Foto: PAUL ELLIS / AFP

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Com uma grande coleção de títulos expressivos nas passagens que teve pelo Barcelona, Bayern de Munique e agora no Manchester City, Guardiola já esteve no radar da CBF para comandar a seleção brasileira. As conversas, no entanto, nunca foram formalizadas. Ele é um treinador caro do futebol europeu.

O sucesso no futebol inglês à frente do Manchester City também alçou o seu nome ao cargo de candidato a treinador da Inglaterra, que já foi comandada por técnicos estrangeiros. Envolvido no projeto de tornar a sua equipe uma potência no país, ele nunca levou essa conversa à frente.

Sobre o desafio, Guardiola disse não ter receios e comentou sobre o início da carreira à beira do campo e sobre o que passava pela sua cabeça naquela época. “Quando comecei, não pensava em ganhar as Ligas, ser campeão da Europa. Pensava: se tenho trabalho, tudo bem. Gostaria de ter a experiência de viver uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América”, afirmou o treinador. Neste ano, a Europa vai organizar uma Euro em junho/julho, na Alemanha, ao término da temporada das ligas.

O primeiro passo de Guardiola como treinador foi dado em 2007, quando comandou o Barcelona B. No ano seguinte, ele foi para o time principal e enfileirou troféus pelo clube catalão. Em quatro temporadas foram 14 taças antes de seguir para o Bayern de Munique. Na Alemanha, ele levantou três Ligas nacionais e duas Copas da Alemanha entre os mais importantes. No City desde 2016, o espanhol segue sua sina de vencedor. Entre as conquistas mais relevantes estão cinco edições do Campeonato Inglês, a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes em cima do Fluminense.

Acostumado aos holofotes, Guardiola comentou sobre a pressão que acompanha um treinador de alto nível e ampliou seu comentário aos atletas que são sempre alvo de críticas. Ao citar Haaland como exemplo, ele falou também de nomes consagrados do futebol brasileiro como Pelé, Romário, Ronaldo e Neymar. “É sempre assim. Não é exclusividade do Haaland ou do Guardiola. Sempre foi assim com Pelé, Romário, Ronaldo, Romário, Rivaldo, Neymar. Se você quiser lutar contra isso, está perdido. A questão é dizer: quando o árbitro apita, eu jogo, você não. Agora vou provar que você está errado, eu estou certo”.

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