"Sem clube, não tem futebol. Ficamos perplexos com a candidatura na CBF", diz presidente do Sport
Marcel Rizzo conversa com Yuri Romão, presidente do Sport e um dos 20 dirigentes que boicotaram a eleição de Samir Xaud para a presidência da CBF.
Foto: Paulo Paiva/Sport RecifeO Bate-Bola com Rizzo desta semana traz Yuri Romão como convidado. Ele é o presidente do Sport Club do Recife e um dos vinte dirigentes de times que boicotaram a eleição de Samir Xaud para a presidência da CBF, ocorrida no fim de maio.
Parte dos presidentes que apoiavam a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, ao cargo máximo da instituição optaram por se abster da votação para demonstrar insatisfação com o processo de escolha do sucessor de Ednaldo Rodrigues. Para Romão, o processo eleitoral da confederação ignorou os clubes e precisa ser mudado.
“Nós não estávamos confortáveis com a forma como os clubes foram tratados. Nos enfiaram goela abaixo um candidato na CBF”, afirma o presidente. “O grupo que tinha lançado sua candidatura sequer nos ouviu, então a gente precisava ter um candidato de oposição à essa situação”, aponta.
Leia também
Romão afirma ainda que esperava que os clubes se mantivessem firmes o boicote à eleição. “Fiquei surpreso que alguns clubes disseram que não iam participar e participaram”, conta. ”Isso foi amplamente debatido. Se a gente tem um posicionamento político, a gente tem que manter".
Para o comandante do Sport, ainda, é míope a visão de dirigentes de que as federações precisam ter maior peso nas eleições. “É importante que haja uma isonomia nessa questão do voto. Por mais importante que a federação seja na vida do futebol, ela não paga salário de atleta, não coloca atleta em campo, não contrata. Por que ela tem peso 3 e alguns clubes importantes tem apenas peso 1? O certo seria que todos tivessem o mesmo peso no escrutínio do presidente da confederação”. Assista à coluna completa no vídeo no topo da página.




