Hoje não deve ser a final antecipada. Serão 30 pontos em disputa a partir de amanhã. Tem muito campeonato, e tem muito elenco e futebol Flamengo e Palmeiras para adiarem a definição.
Apimentadas e adubadas pela Libra desbalanceada como as cotas de mídia; pelas discussões financeiras em que as duas partes têm muitas razões (conflitantes); pelas arbitragens pavorosas que só atrapalham tanto quanto o choro desmedido de todos os lados que criam teorias conspiratórias e irresponsáveis, bombadas até pelo “antidoping clubista” (?!); e com o narcisismo das direções do FlamEgo e da Sociedade Esportiva Pereira.

Bap e Leila têm méritos e créditos por tudo que se reconstrói nos clubes antes mesmo das chegadas deles. Mas a disputa não deve se resumir às tribunas e espelhos. O maior e melhor do clássico é o que rola em campo. Sempre. Ainda mais agora. O Flamengo, no Nilton Santos, jogou com muita autoridade pra fazer 3 a 0. Pode até ter sido muito pelo que o Botafogo teve de chances, e pelo que o Flamengo foi eficiente e eficaz. Como o Palmeiras, contra o Red Bull Bragantino, fez mais um jogo complicado virar mais uma goleada com a naturalidade e a qualidade do melhor futebol desde que Abel chegou. A confiança era tanta no Allianz Parque que a torcida nem sofreu tanto com o gol rival.
Hoje é clássico como uma tarde de sol e futebol no Maracanã. O Palmeiras tem atuado melhor, mas não vence o maior rival no Rio há 10 anos. No lar verde na Copa Rio, na Libertadores de 2020, e, há 60 anos, com a Primeira Academia no Rio-São Paulo, o Palmeiras fez 16 gols em quatro clássicos no Maraca.
Se o líder ganhar hoje, claro que encaminha o título. Se o Flamengo vencer, vira de novo a biruta que nos enlouquece. Empate é ótimo para os paulistas, e não é o fim do Brasileirão para os cariocas.
Tem jogo. Muito jogo. E, desde os pontos corridos, em 2003, só Corinthians x Inter, no Pacaembu, em 2005, teve um duelo decisivo tão esperado. E, pelas arbitragens, tão previamente e tão possivelmente esperneado depois delas.





