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Vôlei de praia aposta em times, como Praia Clube e Sesc RJ, para melhorar resultado após Olimpíada

Antes disso, duplas da modalidade viviam quase que por conta própria, sem clube que fornecesse suporte

Por Paulo Chacon, Especial para o Estadão

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, foram um baque para o vôlei de praia brasileiro. Pela primeira vez desde a edição de Atlanta 1996, quando a modalidade entrou no programa olímpico, os brasileiros saíram sem medalha. Por causa disso, clubes do País passaram a tratar o esporte de uma maneira um pouco diferente e os resultados já apareceram.

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Um pouco após o fim da última Olimpíada, o Praia Clube, de Uberlândia, oficializou o primeiro time da história do país no vôlei de praia. Antes disso, as duplas da modalidade viviam quase que por conta própria, sem um clube ou equipe que fornecesse o suporte para os jogadores.

“Pensamos em fazer isso, em montar o time no fim da Olimpíada. Precisava fazer alguma coisa para ajudar o Brasil a voltar ao pódio em Paris. Sentei com a direção e alinhamos que iríamos montar o time. Conseguimos contato com a Ana Patrícia e depois com a Duda e em cerca de algumas semanas tínhamos o projeto. Conversamos com as meninas, definimos a equipe de mais de 10 profissionais das mais diversas áreas para suporte da equipe. Todos vieram para Uberlândia e os resultados não demoraram para aparecer. Diferente do que foi feito no vôlei de quadra, em que o projeto foi aumentando a cada ano, na praia optamos por começar buscando o topo e o primeiro ano nos mostra isso”, comentou Guto Braga, presidente do Praia Clube.

Duda e Ana Patrícia comemoram ano vitorioso em 2022 e elogiaram projeto do Praia Clube Foto: FIVB/Divulgação

Com a formação da equipe, o Praia Clube se tornou o primeiro clube do país a ter um time fixo de vôlei de praia. Em 2022, Duda e Ana Patrícia conquistaram o Mundial, disputado em Roma e foram líderes do ranking mundial. Além delas, Tainá e Victória, outra dupla que faz parte do projeto, foi vice-campeã do Circuito Brasileiro.

“Desde o início, quando surgiu a possibilidade, sabíamos que seria um marco pra modalidade no Brasil. O Praia Clube é um gigante, tem equipes de altíssimo rendimento em vários esportes e ter abraçado esse ano também o vôlei de praia é um exemplo que será, sem dúvida, seguido por outros. Ter um clube te oferecendo toda a infraestrutura, todo time técnico, toda a logística, te possibilita se preocupar apenas com o seu trabalho. Aqui, estamos preocupadas em treinar, em desenvolver o nosso melhor jogo, atingir nossa melhor forma física. Isso, sem dúvida, faz diferença e melhorou muito nossa rotina de trabalho”, disse Ana Patrícia.

“Foi um ano incrível, de muitas mudanças, incluindo essa de cidade depois que recebi o convite do Praia Clube, mas também de muitas conquistas e aprendizado, o que mostra que o trabalho vem dando certo. Foi um ano muito especial e eu agradeço muito ao Praia por essa oportunidade. É a primeira vez que eles receberam um time de vôlei de praia e essa parceria vem sendo de sucesso. Nosso time é profundamente grato por todo carinho e profissionalismo do Praia Clube com o vôlei de praia e esperamos seguir juntos, trazendo resultados, por muito tempo ainda”, comentou Duda.

Sesc RJ inicia sua caminhada na praia

Após o sucesso do time de Uberlândia, outra equipe que se movimentou e vai começar a ter representantes no vôlei de praia é o Sesc RJ. Tendo na quadra Bernardinho como seu maior comandante, a equipe chega com uma ideia pronta.

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“Posso dizer que existem três partes no projeto. Temos a questão social, para crianças e jovens conseguirem praticar o esporte de maneira gratuita, temos uma dupla de base, que vai disputar as competições para as categorias de formação e uma dupla que estará na corrida olímpica. Todas as partes terão o Sesc RJ como clube. Será o primeiro clube carioca de vôlei de praia”, comentou Ednilson Costa, coordenador e treinador do projeto.

Uma das referências do projeto é Talita. Aos 40 anos e com três participações olímpicas no currículo, a jogadora é vista por todos como espelho para que os mais jovens e as crianças da parte social consigam entender que é possível chegar no alto rendimento.

“É um orgulho, porque é por tudo que eu construí na carreira saber que eles têm essa visão. Mas também é uma pressão, que acredito que vou levar numa boa. Ter sido escolhida para esse projeto do Sesc é uma alegria. O que eles começaram a fazer com o vôlei de praia é muito gratificante e bom para a modalidade. Com um clube assim é possível o atleta se preocupar apenas com o jogar. Espero que assim como foi com o Sesc, outras equipes olhem para o vôlei de Praia”, comentou Talita.

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