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Adélio esteve na Câmara em 2013, mas ainda não se sabe se visitou deputados do PSOL

Apesar de agressor de Bolsonaro ter visitado a Casa, ainda não foram encontrados registros do que ele fez

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Por Redação
Atualização:
 

checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da Gaúcha ZH e da Bandnews FM. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como "crosscheck": Jornal do Commercio e revista piauí.

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Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia com o objetivo de combater a desinformação durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022.

O homem que feriu o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) com uma faca, Adélio Bispo de Oliveira, esteve na Câmara dos Deputados em 2013, mas não é possível afirmar que ele visitou ou foi ao gabinete de algum dos deputados do PSOL como afirmam um site e páginas e perfis em redes sociais.

O site Jonal da Cidade publicou a foto dos três deputados do PSOL na legislatura passada - Ivan Valente, Chico Alencar e Jean Willys - e afirmou que um deles teria recebido Adélio.

A informação da ida de Adélio à Câmara foi divulgada inicialmente pelo deputado Fernando Fancischini (PSL-PR) e ganhou destaque a partir de publicações no Twitter, no Facebook e em sites e mensagens de WhatsApp. Porém, ninguém soube afirmar, até agora, qual foi o gabinete supostamente visitado por Adélio - o Comprova questionou o PSOL, partido ao qual o agressor era filiado à época, Francischini e a Câmara.

A visita de Adélio foi confirmada pela assessoria de imprensa da Câmara. "Há registros de que, no dia 6 de agosto de 2013, Adélio Bispo de Oliveira ingressou na Câmara dos Deputados, por duas vezes, pela portaria do Anexo IV. O registro é feito no Sistema de Identificação de Visitantes", informou, em nota, o departamento. No prédio do Anexo IV está localizada a maioria dos gabinetes dos deputados federais, um restaurante panorâmico e uma capela ecumênica projetada por Oscar Niemeyer.

A Câmara também afirmou que não há informações no sistema "sobre o destino do visitante", nem como "saber o local ao qual ele se dirigiu" porque "as imagens captadas pelo Circuito Fechado de Televisão (CFTV) ficam armazenadas somente por determinado período". Essa nota é assinada pelo diretor do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter.

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Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. A liderança do partido na Câmara alegou que "a Câmara dos Deputados recebe cerca de 580 mil visitantes por ano, 44 mil por mês (...) e que "não é possível verificar se a pessoa citada no texto esteve no gabinete de algum deputado do PSOL ou de qualquer outra legenda".

A informação de que Adélio esteve na Casa foi divulgada por Francischini, que em nenhum momento afirmou saber o motivo da visita. "Francischini protocolou requerimento de informações ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a fim de obter detalhes da visita do agressor, assim como imagens. O deputado também encaminhou as informações à Polícia Federal, que investiga o atentado.

No dia da visita de Adélio, a Câmara teve duas sessões em plenário - uma não deliberativa -, encontros de comissões, como Orçamento, Legislação Participativa e Cultura, e uma discussão sobre a reforma do ensino médio. Na data, também ocorreu uma reunião do presidente da Casa à época, Henrique Alves (MDB-RN) com movimentos que pediam o fim dos autos de resistência. Nas fotos divulgadas pela Casa naquele dia, não é possível localizar Adélio.

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