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É falso que STF tenha autorizado monitoramento de todas comunicações após atos de vandalismo

Mensagem no WhatsApp afirma que ligações telefônicas e redes sociais de todos os brasileiros seriam vigiadas, o que não é verdade

Por Alessandra Monnerat
Atualização:

Circula no WhatsApp uma mensagem que afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria autorizado o governo a monitorar redes sociais e chamadas telefônicas de todos os brasileiros. Isso não é verdade. No sistema de acompanhamento de processos do Tribunal, não há registro de nenhuma decisão recente sobre o assunto. Da mesma forma, não há notícia na imprensa profissional sobre a tal autorização. O STF, o WhatsApp e o Facebook também desmentiram o boato.

Leitores pediram a checagem da mensagem por WhatsApp: (11) 97683-7490. O texto afirma que “novas regras de comunicação” passariam a valer a partir de amanhã, sem citar data precisa. Segundo o boato, “todos os governos da Europa, América do Norte e América do Sul chegaram a um acordo com a WhatsApp, Twitter, Facebook e outros canais de comunicação” para monitorar todas as mensagens e chamadas telefônicas. Essa seria uma medida para combater terrorismo e crime organizado -- após os atos de vandalismo em Brasília, o conteúdo passou a circular com mais força no aplicativo de mensagens.

Novas comunicações: mensagem é fake Foto: Reprodução

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Por e-mail, o STF informou que o boato “não procede”. O WhatsApp e o Facebook também confirmaram que a mensagem é falsa. O WhatsApp comunicou que “conta com criptografia de ponta a ponta por padrão, o que significa que todos os conteúdos trocados dentro do aplicativo (sejam texto, voz, vídeo, imagem etc) só podem ser acessados por quem envia e por quem recebe as mensagens”.

Apesar de a mensagem afirmar que as “novas regras de comunicação” passariam a valer amanhã, o texto circula pelo menos desde 2017, quando G1 e Correio Braziliense desmentiram a história. Em 2023, Lupa, Uol Confere e Boatos.Org publicaram checagens sobre o tema.

Há outros sinais claros de que a mensagem não passa de um boato. Fique atento a:

  • Erros de português
  • Linguagem alarmista, pedindo compartilhamento imediato
  • Texto vago sobre datas, locais e outras informações
  • Ausência de fontes confiáveis, como órgãos de governo ou de imprensa
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