Como a guerra no Irã está espalhando caos no mundo?
Aumento nos preços dos combustíveis e energia por causa do fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado protestos e tumultos em muitos países. Crédito: Carolina Marins (roteiro), Ariel Liborio (edição), Vitória Schmitz (produção) e Felipe Pedro (fotografia)
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O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta segunda-feira, 4, que o Irã atacou o território do país com mísseis e drones.
“Quatro mísseis de cruzeiro lançados a partir do Irã foram detectados em direção a diversas áreas do país. Três foram interceptados com sucesso sobre águas territoriais iranianas, enquanto um caiu no mar”, informou a pasta nas redes sociais.
A agência de notícias estatal WAM afirmou, citando o Ministério da Defesa, que as forças emiradenses também atuavam para repelir ataques de drones provenientes do Irã.

Ao mesmo tempo, o gabinete de imprensa do emirado de Fujairah informou que três pessoas ficaram feridas após um ataque de drones a uma instalação de energia.
“Três pessoas de nacionalidade indiana ficaram feridas com gravidade moderada e foram transferidas para o hospital para receber o tratamento necessário”, informou o órgão em comunicado, atribuindo a autoria do ataque ao Irã.
“As equipes da Defesa Civil de Fujairah responderam imediatamente ao incidente e continuam seus esforços para controlá-lo”, acrescentou.
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A emissora estatal iraniana afirmou que, segundo um militar de alta patente, o Irã “não tinha planos de atacar” os Emirados Árabes Unidos.
Abu Dhabi, por sua vez, criticou o ataque e o classificou como “uma escalada perigosa” no conflito no Oriente Médio.
“Esses ataques representam uma escalada perigosa e uma transgressão inaceitável, constituindo uma ameaça direta à segurança, à estabilidade e à proteção do território do Estado”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos em comunicado. A pasta disse ainda que o país “reserva-se o seu direito pleno e legítimo de responder a esses ataques”. / COM INFORMAÇÕES DA AFP





