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Guerra da Ucrânia: Quando começou, quem está ganhando e como afeta o Brasil?

Sanções, fuga em massa de refugiados, cortes no fornecimento de gás e grãos, entre outros aspectos do conflito, fizeram parte desses 12 meses de guerra

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Foto do author Luiz Raatz
Por Luiz Raatz
Atualização:

A guerra da Ucrânia completa um ano nesta sexta-feira, 24, com idas e vindas no front de batalha. Se no começo do conflito a Rússia chegou às portas de Kiev e o país quase foi completamente dominado pelo Kremlin, um contra-ataque no segundo semestre retomou cidades importantes dos russos.

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Sanções, fuga em massa de refugiados, cortes no fornecimento de gás e grãos, entre outros aspectos do conflito, fizeram parte desses 12 meses de guerra. Com tanta informação, é difícil saber o estágio atual da maior guerra em solo europeu desde 1945. Por isso, trazemos as dúvidas mais comuns sobre a guerra, feitas com base nas pesquisas de internautas por meio do recurso ‘autocomplete’ do Google.

Esta reportagem faz parte da série especial do Estadão sobre o primeiro ano da guerra. Ao longo dos próximos dias, a cobertura do jornal abordará o papel do Brasil na guerra, as perspectivas do conflito para o futuro, os arsenais dos dois países envolvidos nos combates e o drama dos refugiados.

“ Quando começou a Guerra da Ucrânia?”

Nas primeiras horas de 24 de fevereiro de 2022, quando bombas russas começaram a cair sobre Kiev e tropas de infantaria marcharam sobre cidades do leste e sul da Ucrânia.

“Quem está vencendo a Guerra na Ucrânia?”

Depois de um primeiro momento em que uma vitória russa parecia inevitável, a Ucrânia obteve uma série de contra-ataques vitoriosos. No momento, a situação é de estagnação. Ou seja, uma espécie de “empate”.

“Quando vai acabar a Guerra da Ucrânia?”

A resposta mais honesta aqui é “ninguém sabe”. De qualquer forma, o primeiro ano do conflito foi marcado pela alta dos preços de alimentos e combustíveis pelo mundo, o que, em tese, aumenta a pressão da comunidade internacional por uma solução negociada. Por outro lado, mesmo com derrotas recentes, Vladimir Putin não dá nenhum sinal de que pretende ceder. Os ucranianos contam com armas cada vez mais potentes de seus aliados ocidentais, o que também não indica que a guerra pode chegar a uma trégua.

“Como a guerra da Ucrânia afeta o Brasil?”

O principal impacto para o Brasil é a alta dos preços dos alimentos e combustível. Isso acontece porque tanto a Rússia como a Ucrânia são produtores importantes de trigo, milho e fertilizantes. Com a guerra, os produtores têm dificuldade de produzir, o que faz o preço global dos alimentos subir e impactar o seu bolso. O mesmo acontece com o preço do petróleo. Como a Rússia é um importante produtor de combustível e foi submetida a sanções pelos EUA e UE, o preço global do petróleo subiu, deixando o seu tanque de gasolina mais caro.

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“Por que está tendo guerra na Ucrânia?”

Rússia e Ucrânia, que têm uma história comum desde a Idade Média, fizeram parte de uma mesma nação, a União Soviética, durante a maior parte do século 20. Com o fim da Guerra Fria, a Ucrânia se tornou independente, embora ainda mantivesse muitos laços com a Rússia. Desde 2014, os governos ucranianos têm se afastado de Moscou, o que foi interpretado pelo presidente Vladimir Putin como uma ameaça aos interesses da Rússia. No fim de 2021, Putin passou a ameaçar cada vez mais Kiev por seus laços com os Estados Unidos e a União Europeia, optando por invadir o país no começo de 2022.

“Qual o resumo da Guerra da Ucrânia?”

Em poucas linhas: o presidente da Rússia, Vladimir Putin, invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro depois criticar a aproximação do país com a União Europeia e a Otan. Tropas russas entraram pelo norte, sul e leste do país, mas não conseguiram dominar a capital Kiev. Após meses de ofensiva russa, um contra-ataque ucraniano retomou partes do território ocupado. Americanos e europeus apoiam a Ucrânia e a China respalda a Rússia. O Brasil se mantém neutro.

“Como está a Guerra da Ucrânia hoje?”

Desde o início do ano, a guerra vive uma situação de estagnação. Os russos tentam recuperar terreno, mas a situação evolui cada vez mais para uma guerra de trincheiras, similar à 1ª Guerra. Ucranianos receberam nas últimas semanas tanques de aliados europeus e americanos e começam a pressionar pelo envio de caças. Os russos contam com o aumento do recrutamento para reverter esse impasse na linha de frente.

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