Trump cria o ‘Gold Card’, um visto de residência de cerca de R$ 5,3 milhões

Medida faz parte da política de incentivo a geração de empregos e investimento estrangeiro nos EUA

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Por Redação
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmou nesta sexta-feira, 19, um decreto que cria o programa de residência “Gold Card” (Cartão de Ouro na tradução livre) que custará US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,32 milhões) para indivíduos, e 2 milhões (cerca de R$ 10,6 milhões) caso seja patrocinado por uma empresa.

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O presidente republicano anunciou também que as companhias que desejam contratar trabalhadores estrangeiros muito qualificados com o visto H-1B, como no setor de alta tecnologia, deverão desembolsar US$ 100 mil (cerca de R$ 532 mil) a cada ano, em vez dos 1 mil dólares atuais ( cerca de R$ 5.320).

“Acredito que vai ser tremendamente bem-sucedido”, disse Trump aos jornalistas no Salão Oval, em alusão ao “Gold Card”, que faz parte de sua política para incentivar a geração de empregos de qualidade nos Estados Unidos.

Um pôster mostrando o Trump Gold Card é visto enquanto o presidente Donald Trump assina ordens executivas no Salão Oval da Casa Branca, sexta-feira, 19 de setembro de 2025, em Washington. Foto: Alex Brandon / AP

“Mediante um pagamento de US$ 1 milhão ao Tesouro dos Estados Unidos, ou se uma corporação estiver patrocinando, US$ 2 milhões, [os solicitantes] terão acesso a um trâmite acelerado de visto como parte deste novo programa Gold Card”, disse Will Scharf, assistente de Trump.

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Ao lado de Trump havia um cartaz dourado, no formato de um cartão de crédito de tamanho gigante, com sua foto em pleno centro.

Os vistos H-1B têm duração determinada, inicialmente de três anos, e são prorrogáveis por até seis, para estrangeiros patrocinados por um empregador. Desde o seu primeiro mandato, Trump vinha mostrando a intenção de limitar essas permissões de trabalho para priorizar a mão de obra americana.

O número de pedidos de visto H1-B aumentou significativamente nos últimos anos e chegou a um pico de aprovação em 2022, durante a presidência do democrata Joe Biden.

Em contrapartida, o pico de rejeição foi registrado em 2018, durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branca.

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Os Estados Unidos aprovaram aproximadamente 400 mil vistos H1-B em 2024, dos quais dois terços foram renovações. A Índia representa cerca de três quartos dos beneficiários.

As grandes empresas de tecnologia dependem de trabalhadores indianos que se mudam para os Estados Unidos ou viajam entre ambos os países.

Empresários do setor tecnológico, incluindo o bilionário Elon Musk -- que era próximo de Trump e chegou a ocupar um cargo no governo --, advertiram contra o enfoque nos vistos H-1B, sob o argumento de que os Estados Unidos não contam com mão de obra local suficiente para cobrir vagas importantes no setor tecnológico.

Os anúncios complementam a operação em larga escala contra a imigração ilegal em todo o país, que recebeu grandes recursos aprovados pelo Congresso./ AFP

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